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Cadeia de Valor do Transporte, Armazenamento e Regaseificação

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Cadeia de Valor do Transporte, Armazenamento e Regaseificação

A REN opera a Rede Nacional de Transporte de Gás Natural (RNTGN) que assegura o encaminhamento do gás natural desde os pontos de entrada no gasoduto de alta pressão até aos pontos de saída que abastecem as redes de distribuição e os clientes ligados diretamente à alta pressão, sendo a única entidade concessionária de transporte de gás natural em Portugal e cobrindo a totalidade do território continental.

A atividade de armazenamento desenvolve-se em duas vertentes:
armazenamento subterrâneo de gás na sua forma gasosa e armazenamento de GNL. O armazenamento subterrâneo obedece ao estipulado num contrato de concessão, em regime de serviço público, estabelecido entre a REN e o Estado Português, que caracteriza as operações de injeção, armazenamento, extração, tratamento e entrega de gás à rede de alta pressão, englobando ainda a construção, operação, manutenção e expansão das instalações e infraestruturas relacionadas. O armazenamento de GNL desenvolve-se no âmbito das atividades da REN Atlântico, que procede também às operações de recepção do GNL, sua regaseificação e posterior entrega à rede de alta pressão.

No âmbito das concessões existentes, compete à REN o planeamento, a construção, a exploração de todas as infraestruturas do sistema (transporte, armazenamento e regaseificação).

Planeamento

De acordo com a legislação vigente, compete à REN - Redes Energéticas Nacionais a realização dos estudos de planeamento da evolução do Sistema Nacional de Gás Natural com um horizonte de dez anos, de modo a coordenar os planos de desenvolvimento da rede com as previsões da evolução do consumo nacional. Estes estudos são obrigatoriamente remetidos às entidades competentes, para aprovação prévia, sem o que não é possível passar à fase de investimento.

Faz igualmente parte das obrigações legais da REN colaborar na elaboração dos estudos oficiais de segurança de abastecimento de gás natural ao país numa perspetiva de médio/longo prazo.

Investimento

O investimento na rede de transporte de gás natural tem acompanhado o crescimento do consumo nacional. Pela sua relevância, destaca-se a expansão do Terminal de Gás Natural Liquefeito de Sines, concluída em Julho de 2012, que permitiu o aumento da capacidade útil de armazenamento em 62,5%, para 390.000 m3 de GNL, o aumento da capacidade de emissão de gás para a rede em 50%, para 1.350.000 m3/h, a adaptação do "jetty" para a recepção de navios metaneiros de grande capacidade, bem como a implementação de um conjunto de reforços processuais visando a maximização da disponibilidade da infraestrutura e um elevado padrão de segurança de operação. Como resultado, o Terminal de Sines oferece agora condições favoráveis de acesso a um maior número de agentes, proporcionando uma maior flexibilidade de gestão dos volumes importados, e criando condições únicas para a receção de navios de GNL provenientes de fontes mais remotas e diversificadas, contribuindo para a competitividade do setor em Portugal e para a segurança do aprovisionamento do SNGN.

De referir também o desenvolvimento em curso da capacidade do Armazenamento Subterrâneo de gás localizado no Carriço, nomeadamente através da construção de novas cavernas a profundidades que variam entre 1.000 e 1.300 m, com capacidade útil média por caverna da ordem dos 50 milhões de metros cúbicos normais. Esta infra-estrutura é fundamental para a constituição das reservas de segurança necessárias para garantia do abastecimento ao país em caso de crise de aprovisionamento, e fornecem também condições para otimização logística e comercial dos agentes comerciais ativos no sector a nível nacional e também ibérico.

No que diz respeito à rede de transporte em alta pressão, os desenvolvimentos mais recentes concentraram-se na ligação de novos pontos de entrega e na remodelação de algumas estações de redução de pressão e medição de modo a adaptá-las a novas condições de funcionamento e caudais de gás a fornecer. Em breve será também construída uma estação de compressão na zona do Carregado com uma potência total de 12 MW que permitirá aumentar a capacidade de transporte da rede e flexibilizará também a sua exploração de modo a poder dar resposta adequada às solicitações de capacidade induzidas pelos pontos de consumo.

Exploração

A RNTGN é constituída por gasodutos principais e por ramais com um total de 1.248 quilómetros, bem como por 195 estações de gasodutos (84 estações de válvulas de seccionamento, 66 estações de derivação e 84 estações de regulação de pressão e medição e 2 estações de transferência de custódia).

A sua configuração inclui um gasoduto principal que se estende ao longo da zona oeste do país, entre Sines e Valença do Minho, onde se localizam os principais pontos de consumo de gás natural, um gasoduto de trânsito que interliga a zona central do sistema na região de Leiria - Pombal com a fronteira leste com Espanha, dois lotes que abastecem o interior do país na zona da Beira Interior e vários ramais com destaque para o ramal que abastece a zona de Lisboa e o ramal de ligação ao armazenamento subterrâneo do Carriço.

Os pontos de entrada na rede incluem a ligação do Terminal de GNL de Sines, duas interligações totalmente reversíveis com a rede de gás natural de alta pressão espanhola, em Campo Maior e em Valença do Minho, através dos quais chega a Portugal o gás natural proveniente do norte de África, e também o ponto de ligação à instalação de armazenamento subterrâneo do Carriço. Historicamente a repartição das importações de gás de Portugal cifra-se em cerca de 55% de GNL descarregado em Sines e os restantes 45% de gás natural que chega ao país através da rede de gasodutos ibérica.

Gestão do Sistema

A REN Gasodutos, na qualidade de gestor técnico global do sistema, é responsável pelo acesso de terceiros às infraestruturas e por assegurar o equilíbrio entre a oferta e a procura, promovendo uma gestão eficiente da rede de gás natural de alta pressão.

A gestão técnica global do sistema assegura a coordenação do funcionamento da RNTGN e das redes de distribuição ligadas a este sistema, garantindo a segurança de abastecimento, a liberdade de acesso e a igualdade de tratamento de todos os agentes, segundo critérios de não discriminação, imparcialidade e transparência.

Compete à REN Gasodutos a gestão da interligação da RNTGN com as redes internacionais e as infra-estruturas de armazenamento subterrâneo e com o terminal de GNL, bem como o controlo da constituição e manutenção das reservas de segurança de gás natural.

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