menu
 
 

REN

Biodiversidade e gestão dos ecossistemas

Sustentabilidade

‹ VOLTAR

Biodiversidade e gestão dos ecossistemas

A biodiversidade é um dos descritores ambientais mais relevantes considerados na avaliação sistemática dos eventuais impactes das atividades da REN nas várias fases do ciclo de vida das suas infraestruturas.

Por esta razão, a atuação da empresa nesta matéria é estruturada de acordo com as seguintes linhas de atuação:

A REN aderiu em 2008 à iniciativa Business and Biodiversity (B&B), tendo estabelecido para o efeito um memorando de entendimento com o ICNB, onde foi incluído um projeto LIFE+, em parceria com a Liga da Proteção para a Natureza. Neste projeto foram incluídos um conjunto de ações de conservação de três espécies de aves estepárias (a Abetarda, o Sisão e o Peneireiro das Torres) em áreas de Rede Natura 2000 do Baixo Alentejo.

Para mais informações consulte o Relatório Anual.

Projetos de conservação

A REN realiza regularmente ações de sensibilização e de responsabilização de forma a envolver os diversos atores sociais com intervenção na gestão do território. Esses atores incluem agricultores, caçadores, gestores florestais, técnicos da administração central/regional/local e empresários. Adicionalmente, é ainda dada especial atenção ao envolvimento de todos os colaboradores, fornecedores e prestadores de serviços que colaboram com a REN.

A REN implementa diversas medidas de minimização da afectação de zonas com elevado valor de biodiversidade, estabelecendo diversas parcerias com organizações não governamentais de cariz ambiental para desenvolver estudos que permitam mitigar ou compensar os impactes provocados pela nossa atividade sobre a biodiversidade.

Dispositivos Anticolisão de Aves

Na construção de linhas de muito alta tensão, a REN procura minimizar a ocorrência de impactes na avifauna através da seleção de localizações que evitem as situações mais críticas de compatibilidade com habitats e corredores migratórios de algumas espécies. Contudo, nem sempre estas iniciativas são suficientes para evitar a existência de impactes negativos, sendo, nesses casos, necessário identificar e aplicar medidas de minimização adicionais. De forma a minimizar a eventual colisão de aves, são usualmente instalados dispositivos de sinalização denominados Bird Flight Diverters (BFD), que são dispositivos em forma de espiral de fixação dupla, com cerca de 30 cm de diâmetro e 1 metro de comprimento, em cores laranja e branco. O espaçamento entre estes dispositivos nos troços de linhas potencialmente mais impactantes tem em consideração o zonamento territorial definido em estudo conjunto com o ICNF. A REN tem em curso, desde 2009, um estudo em parceria com a QUERCUS, com o objetivo de avaliar a eficácia de novos dispositivos anticolisão na redução do embate de aves selvagens com os cabos em linhas da RNT, designados FBF – Firefly Bird Flapper. A região do Baixo Alentejo foi selecionada para a realização deste estudo, com base em dados recolhidos em estudos anteriores (protocolo REN – ICNF), possibilitando a avaliação da eficácia da instalação dos dispositivos relativamente a espécies como a abetarda, o sisão e o grou. Estes dispositivos foram instalados nas linhas Ferreira do Alentejo – Évora e Palmela – Évora, ambas a 150 kV. No estudo foi igualmente avaliado o impacte dos FBF nos descritores ruído e paisagem, tendo-se concluído que a utilização destes dispositivos não induz uma alteração significativa nos referidos descritores.

Projeto LIFE+ Estepárias

No âmbito desta iniciativa da União Europeia Business and Biodiversity, a REN tem participado no projeto LIFE+ Estepárias, que visa promover a conservação das aves em habitat das estepes cerealíferas do Baixo Alentejo. O projeto envolve, em particular, três espécies vulneráveis: a abetarda (Otis tarda - espécie em perigo), o sisão (Tetrax tetrax - espécie vulnerável) e o peneireiro das torres (Falco naumanni - espécie vulnerável) e tem intervenção em três áreas da Rede Natura 2000 classificadas como Zonas de Proteção Especial (ZPE): Castro Verde, Vale do Guadiana e Mourão/ /Moura/Barrancos.

Compatibilização das Infraestruturas com a Cegonha Branca

A REN desenvolve, desde há mais de dez anos, um controlo da nidificação da população de cegonha branca nas infraestruturas da REN, criando condições para nidificação desta ave em habitats que lhe são favoráveis e instalando dispositivos que minimizam o risco de acidente de origem elétrica. Dando continuidade ao trabalho realizado em anos anteriores, a REN instalou plataformas para nidificação das aves, para as quais foram transferidos os ninhos localizados em zonas dos apoios consideradas de risco para as aves. Nesses pontos, foram igualmente instalados dispositivos inibidores do poiso e da nidificação. Estas intervenções são anualmente comunicadas ao ICNF através de relatório descritivo das medidas implementadas no ano, complementado com a análise da evolução histórica da situação e dos indicadores associados.

Em 2013 foram instalados:

-97 plataformas para a construção de ninhos e colocação de ninhos artificiais;

-649 dispositivos dissuasores de poiso.

Foram ainda transferidos 51 ninhos que se encontravam em situação de risco para plataformas artificiais.

Em 2013, verificou-se uma ligeira redução do número de incidentes envolvendo cegonhas brancas quando comparado com 2012

 

 

Alteamento de Linhas

O alteamento de linhas tem como objetivo minimizar o impacte provocado pelos corredores das linhas da Rede Nacional de Transporte de Electricidade, através do alteamento destas infra-estruturas, na floresta de sobreiro e azinheira e nas espécies que utilizam essa floresta como habitat. O projecto partiu da selecção dos vãos de maior criticidade, com base no histórico de intervenções de manutenção da faixa da linha, nos dados de distância das árvores aos condutores obtidos através de medição efectuada por sistema laser a partir de helicóptero e do conhecimento do tipo de vegetação existente em cada vão, no sentido de seleccionar os apoios a altear. As linhas seleccionadas para este efeito neste projecto, linhas Palmela-Sines 2 e 3 a 400kV, são linhas que atravessam zonas de forte implantação de montado de sobreiro, sendo por isso necessário proceder a intervenções anuais de poda da parte superior da copa das árvores para garantir o cumprimento da distância de segurança regulamentar aos condutores da linha. As alterações introduzidas nas 2 linhas consistiram no alteamento de 107 apoios, o que permitiu aumentar a distância entre os condutores da linha e a copa dos sobreiros, nos vãos delimitados por esses apoios, até um máximo de 6 metros. Estima-se que, com esta medida, tenham sido evitadas as intervenções anuais de poda em cerca de 4.250 árvores. A redução do número de exemplares afectados por essas podas deverá contribuir para a protecção das espécies em causa, em particular do sobreiro, bem como da biodiversidade no respectivo habitat.

 

Links relacionados:

Imprimir