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Resposta a Emergências

A resposta à emergência é uma disciplina que congrega procedimentos específicos conducentes à minimização de consequências perante um cenário de emergência causado por um incidente.

Em termos de intervenção o seu timing situa-se no período imediato ao desencadear da ocorrência e da sua detecção.

Os objectivos do recurso aos procedimentos citados será, uma vez ser impossível eliminar os riscos e garantir a ausência de incidentes, reduzir o seu impacto e acelerar o processo de recuperação.

A redução do impacto é suportada por acções de prevenção, seja com base na análise e resultados de simulacros ou exercícios seja pela análise de cenarizações teóricas específicas.

A aceleração do processo de recuperação tem como base, conhecidos que sejam os termos e quantificação do impacto, o desenvolvimento de processos de planeamento prévio de resposta com vista à sua redução e recuperação, a resiliência da empresa ou do sistema, como capacidade de resistir, absorver, recuperar e adaptar-se à adversidade.

A análise ou avaliação de meios e medidas a disponibilizar pode ser suportada no relatório do World Economic Forum - Global Risk, 7th edition, que classifica os riscos globais em cinco categorias - económicas, ambientais, geopolíticas, sociais e tecnológicas, permitindo, do conceito global e das respostas globais aos riscos, a inter-relação entre os riscos e o impacto versus importância dos activos ameaçados e consequentemente da medida em que devem ser protegidos.

Sob quaisquer perspectivas e como referido, as decisões terão sempre como suporte os conhecimentos recolhidos na análise dos resultados, quer das simulações e cenarizações desenvolvidas com esse propósito, quer no histórico de ocorrências semelhantes ou equiparáveis.

Tendo em mente a utopia de uma sociedade sem riscos, não é concebível uma segurança global e há que ponderar atentamente o facto de a crise económica agudizar o problema da criminalidade patrimonial.

De facto este novo factor tem-se reflectido de forma notória nos incidentes que penalizam os sistemas de transporte de energia, revelando-se de alguma forma mais preocupantes do que os de natureza tecnológica, devido não só à sua frequência, mas à forma como podem afectar a continuidade da operação.

Este facto leva a que as cenarizações, simulações e exercícios tenham de ser repensados e, sem que se releguem para segundo plano os incidentes de cariz industrial presentemente realçados, sejam associados factores e influências que podem ser decorrentes de acções de vandalização e eventualmente sabotagem ou até terrorismo que poderão ter de ser eventualmente tratados de forma especializada.

São factores para ter em boa atenção devido aos efeitos que se têm reflectido na operação dos sistemas, e que podem afectar, a prazo, a ininterruptabilidade do transporte de energia a continuidade do serviço e o incremento dos tempos de interrupção.