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REN

Segurança das infraestruturas

A segurança das infra-estruturas do grupo REN é garantida através de procedimentos e elementos activos que têm por objectivo minimizar a probabilidade de ocorrência de incidentes trazendo-a para valores aceitáveis, e através de procedimentos e elementos passivos que permitem reduzir o impacte de um dado incidente no caso de ele se concretizar.

Perspetiva Gás Natural

A segurança das infra-estruturas de gás natural do grupo REN é garantida através de procedimentos e elementos activos que têm por objectivo minimizar a probabilidade de ocorrência de incidentes trazendo-a para valores aceitáveis, e através de procedimentos e elementos passivos que permitem reduzir o impacte de um dado incidente no caso de ele se concretizar. Em qualquer caso, o cumprimento das normas técnicas e da legislação nacional e comunitária aplicável é um requisito mínimo, salientando-se que a REN vai mais além ao acompanhar permanentemente as melhores práticas internacionais e procedendo à sua adopção em consonância com os desenvolvimentos do sector.

Como exemplos ilustrativos de procedimentos e/ou dispositivos de natureza activa podem citar-se os seguintes:

  • No caso da rede de transporte de GN em alta pressão, a implementação do conjunto de restrições de utilização do terreno dentro da faixa de servidão ao longo do traçado, e a realização de inspeções in-line por ferramentas inteligentes enquanto parte integrante do programa de gestão de integridade das infra-estruturas.

  • No armazenamento subterrâneo do Carriço, a adopção da distância mínima de segurança entre as paredes externas das várias cavernas, e a realização de monitorização da subsidência do solo.

  • No terminal de GNL de Sines, o sistema de controlo de segurança, que é independente dos restantes sistemas de monitorização e controlo do processo, e inicia automaticamente as acções de protecção da instalação após certos eventos pré-estabelecidos, e a disponibilidade permanente de um técnico responsável pela instalação para fazer face a condições de operação imprevistas.

Como exemplos de dispositivos e/ou medidas de natureza passiva citam-se os seguintes:

  • No caso da rede de transporte de GN em alta pressão, as válvulas de seccionamento do gasoduto principal, que podem ser actuadas a partir do Centro de Despacho e permitem isolar troços de tubagem em caso de necessidade, e a activação dos planos de segurança e emergência em caso de incidente;

  • No armazenamento subterrâneo do Carriço, o acionamento das válvulas de segurança de sob superfície (SSSV) existentes nas tubagens de ligação dos topos das cavernas à superfície, e a activação dos planos interno e externo de segurança e emergência em caso de incidente;

  • No terminal de GNL de Sines, a existência de bacias de retenção para fazer a contenção de derrames de GNL;

  • Tanto no armazenamento subterrâneo do Carriço, como no terminal de GNL de Sines, a activação do Sistema de Gestão de Segurança e Prevenção de Acidentes Graves (DL 254/2007 de 12 de Julho).

Para além do cumprimento da conformidade legal e normativa, são ainda aplicadas medidas complementares mais exigentes, realçando-se a elaboração de análises de risco e de procedimentos de mitigação de risco, bem como de acompanhamento das atividades potenciadoras de risco moderado a elevado.

Para mais informações consulte o Relatório Anual.

Perspetiva Elétrica

Uma das características mais distintivas das infraestruturas da Rede Nacional de Transporte é a sua dispersão geográfica. Esta característica torna-as naturalmente mais expostas a fatores de agressão externa, sejam eles devidos a fenómenos atmosféricos / ambientais ou resultantes da atuação / intervenção de terceiros.

No que diz respeito às linhas aéreas de transporte em muito alta tensão, são precisamente os fatores atmosféricos ou ambientais os que mais impactam nesse tipo de infraestruturas. Basta recordar que mais de 80% incidentes na Rede têm origem em linhas e têm como causa próxima uma das 4 mais frequentemente identificadas, nomeadamente descargas atmosféricas, fogos florestais, neblina associada a poluição e aves.

Já no caso das subestações, os impactos em termos de infraestrutura são mais localizados e, em princípio, mais fáceis de controlar.

Temos, por um lado, os incidentes resultantes de defeitos em equipamentos que colocam em risco pessoas e instalações e, por outro lado, (constituindo o impacto principal em termos de segurança) a intervenção de terceiros.

Assume particular importância, nomeadamente, a intrusão nos parques tendo como objetivo o roubo de materiais, particularmente metálicos (cobre, ferro, alumínio, etc.) dado o seu valor económico imediato. Este tipo de vandalismo tem, aliás, vindo a ocorrer também no exterior das subestações, tendo-se verificado nos meses mais recentes um número crescente de furtos de peças de ferro em apoios de linha.

A vigilância da infraestrutura em termos de integridade e continuidade do serviço, incluindo a reposição na sequência de incidente, é assegurada pelas Salas de Comando do Gestor de Sistema e, em particular, pelo Departamento de Operação da Rede, que supervisiona, através do SCADA e de outras ferramentas que permitem o acesso remoto aos registos cronológicos, os estados e alarmes das instalações, solicitando, quando necessário, a intervenção das equipas de assistência da Direção de Exploração.

Já no que respeita às tentativas de intrusão nas instalações, a REN prosseguiu a instalação sistemas de videovigilância, complementados com sistemas periféricos de deteção de intrusão. Estes sistemas, operados e supervisionados de forma centralizada a partir do Centro de Vigilância e Atendimento localizado em Vermoim, permitem detetar atempadamente tentativas de intrusão e alertar as autoridades para uma intervenção mais rápida e eficaz no terreno.

Estes sistemas têm um efeito dissuasor que, cremos, tem contribuído para a redução do número de intrusões e assaltos a instalações.

Para mais informações consulte o Relatório Anual.