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Recursos Humanos

 

A gestão do capital humano na REN visa garantir as competências necessárias ao cumprimento da sua missão e o desenvolvimento e a valorização das pessoas.

A REN aposta, também, na preservação de um ambiente de estabilidade laboral, com base no diálogo com os colaboradores. Pelo papel que a REN desempenha no sector energético, nomeadamente, ao nível da competência na realização da sua missão e da qualidade dos serviços de utilidade pública que presta, continua a ter uma elevada atratividade no mercado de trabalho.

Para mais informação consulte a área Carreiras deste site.

Segurança

A atividade da REN no domínio das várias vertentes da segurança tem em atenção a implementação de medidas conducentes à prevenção de possíveis incidentes previsíveis, minimizando os riscos que lhes são inerentes e à mitigação das consequências que deles advenham, recorrendo às melhores práticas de segurança em vigor no sector do transporte de energia. 

Estão integradas nas melhores práticas referidas:

- O recurso a auditorias e inspeções de verificação e acompanhamento das condições de trabalho;

- O desenvolvimento de documentação interna de referência para a garantia do cumprimento dos requisitos de segurança;

- As ações de formação dirigidas, nos postos de trabalho, para atividades específicas, bem como formação complementar no domínio das atividades desenvolvidas, como por exemplo primeiros socorros - suporte básico de vida ou combate a incêndios;

- A disponibilização de equipamentos de proteção individual, adequados para cada atividade;

- A fiscalização e coordenação de segurança em obra que cumulativamente garante a boa utilização dos equipamentos de proteção individual e colectiva;

- A realização de simulacros e exercícios.

A REN investe na formação de todos os intervenientes (incluindo trabalhadores subcontratados) que intervêm na construção de linhas, subestações, gasodutos, estações e demais instalações dos sistemas de transporte de energia, por apresentarem riscos potenciais para os trabalhadores, com o objectivo de minimizar a ocorrência de acidentes. Também no caso da conservação das infra-estruturas da RNT e RNTIAT, todos os prestadores de serviços têm acções prévias de sensibilização para os temas de segurança.

Resposta a Emergências

A resposta à emergência é uma disciplina que congrega procedimentos específicos conducentes à minimização de consequências perante um cenário de emergência causado por um incidente.

Em termos de intervenção o seu timing situa-se no período imediato ao desencadear da ocorrência e da sua detecção.

Os objectivos do recurso aos procedimentos citados será, uma vez ser impossível eliminar os riscos e garantir a ausência de incidentes, reduzir o seu impacto e acelerar o processo de recuperação.

A redução do impacto é suportada por acções de prevenção, seja com base na análise e resultados de simulacros ou exercícios seja pela análise de cenarizações teóricas específicas.

A aceleração do processo de recuperação tem como base, conhecidos que sejam os termos e quantificação do impacto, o desenvolvimento de processos de planeamento prévio de resposta com vista à sua redução e recuperação, a resiliência da empresa ou do sistema, como capacidade de resistir, absorver, recuperar e adaptar-se à adversidade.

A análise ou avaliação de meios e medidas a disponibilizar pode ser suportada no relatório do World Economic Forum - Global Risk, 7th edition, que classifica os riscos globais em cinco categorias - económicas, ambientais, geopolíticas, sociais e tecnológicas, permitindo, do conceito global e das respostas globais aos riscos, a inter-relação entre os riscos e o impacto versus importância dos activos ameaçados e consequentemente da medida em que devem ser protegidos.

Sob quaisquer perspectivas e como referido, as decisões terão sempre como suporte os conhecimentos recolhidos na análise dos resultados, quer das simulações e cenarizações desenvolvidas com esse propósito, quer no histórico de ocorrências semelhantes ou equiparáveis.

Tendo em mente a utopia de uma sociedade sem riscos, não é concebível uma segurança global e há que ponderar atentamente o facto de a crise económica agudizar o problema da criminalidade patrimonial.

De facto este novo factor tem-se reflectido de forma notória nos incidentes que penalizam os sistemas de transporte de energia, revelando-se de alguma forma mais preocupantes do que os de natureza tecnológica, devido não só à sua frequência, mas à forma como podem afectar a continuidade da operação.

Este facto leva a que as cenarizações, simulações e exercícios tenham de ser repensados e, sem que se releguem para segundo plano os incidentes de cariz industrial presentemente realçados, sejam associados factores e influências que podem ser decorrentes de acções de vandalização e eventualmente sabotagem ou até terrorismo que poderão ter de ser eventualmente tratados de forma especializada.

São factores para ter em boa atenção devido aos efeitos que se têm reflectido na operação dos sistemas, e que podem afectar, a prazo, a ininterruptabilidade do transporte de energia a continuidade do serviço e o incremento dos tempos de interrupção.

Segurança das infraestruturas

Perspetiva Gás Natural

A segurança das infra-estruturas de gás natural do grupo REN é garantida através de procedimentos e elementos activos que têm por objectivo minimizar a probabilidade de ocorrência de incidentes trazendo-a para valores aceitáveis, e através de procedimentos e elementos passivos que permitem reduzir o impacte de um dado incidente no caso de ele se concretizar. Em qualquer caso, o cumprimento das normas técnicas e da legislação nacional e comunitária aplicável é um requisito mínimo, salientando-se que a REN vai mais além ao acompanhar permanentemente as melhores práticas internacionais e procedendo à sua adopção em consonância com os desenvolvimentos do sector.

Como exemplos ilustrativos de procedimentos e/ou dispositivos de natureza activa podem citar-se os seguintes:

• No caso da rede de transporte de GN em alta pressão, a implementação do conjunto de restrições de utilização do terreno dentro da faixa de servidão ao longo do traçado, e a realização de inspeções in-line por ferramentas inteligentes enquanto parte integrante do programa de gestão de integridade das infra-estruturas.

• No armazenamento subterrâneo do Carriço, a adopção da distância mínima de segurança entre as paredes externas das várias cavernas, e a realização de monitorização da subsidência do solo.

• No terminal de GNL de Sines, o sistema de controlo de segurança, que é independente dos restantes sistemas de monitorização e controlo do processo, e inicia automaticamente as acções de protecção da instalação após certos eventos pré-estabelecidos, e a disponibilidade permanente de um técnico responsável pela instalação para fazer face a condições de operação imprevistas.

Como exemplos de dispositivos e/ou medidas de natureza passiva citam-se os seguintes:

• No caso da rede de transporte de GN em alta pressão, as válvulas de seccionamento do gasoduto principal, que podem ser actuadas a partir do Centro de Despacho e permitem isolar troços de tubagem em caso de necessidade, e a activação dos planos de segurança e emergência em caso de incidente;

• No armazenamento subterrâneo do Carriço, o acionamento das válvulas de segurança de sob superfície (SSSV) existentes nas tubagens de ligação dos topos das cavernas à superfície, e a activação dos planos interno e externo de segurança e emergência em caso de incidente;

• No terminal de GNL de Sines, a existência de bacias de retenção para fazer a contenção de derrames de GNL;

• Tanto no armazenamento subterrâneo do Carriço, como no terminal de GNL de Sines, a activação do Sistema de Gestão de Segurança e Prevenção de Acidentes Graves (DL 150/2015 de 05 de Agosto).

Para além do cumprimento da conformidade legal e normativa, são ainda aplicadas medidas complementares mais exigentes, realçando-se a elaboração de análises de risco e de procedimentos de mitigação de risco, bem como de acompanhamento das atividades potenciadoras de risco moderado a elevado.

Para mais informações consulte o Relatório Anual

 

Perspetiva Elétrica

Uma das características mais distintivas das infraestruturas da Rede Nacional de Transporte é a sua dispersão geográfica. Esta característica torna-as naturalmente mais expostas a fatores de agressão externa, sejam eles devidos a fenómenos atmosféricos / ambientais ou resultantes da atuação / intervenção de terceiros.

No que diz respeito às linhas aéreas de transporte em muito alta tensão, são precisamente os fatores atmosféricos ou ambientais os que mais impactam nesse tipo de infraestruturas. Basta recordar que mais de 80% incidentes na Rede têm origem em linhas e têm como causa próxima uma das 4 mais frequentemente identificadas, nomeadamente descargas atmosféricas, fogos florestais, neblina associada a poluição e aves. 

Já no caso das subestações, os impactos em termos de infraestrutura são mais localizados e, em princípio, mais fáceis de controlar.

Temos, por um lado, os incidentes resultantes de defeitos em equipamentos que colocam em risco pessoas e instalações e, por outro lado, (constituindo o impacto principal em termos de segurança) a intervenção de terceiros.

Assume particular importância, nomeadamente, a intrusão nos parques tendo como objetivo o roubo de materiais, particularmente metálicos (cobre, ferro, alumínio, etc.) dado o seu valor económico imediato. Este tipo de vandalismo tem, aliás, vindo a ocorrer também no exterior das subestações, tendo-se verificado nos meses mais recentes um número crescente de furtos de peças de ferro em apoios de linha.

A vigilância da infraestrutura em termos de integridade e continuidade do serviço, incluindo a reposição na sequência de incidente, é assegurada pelas Salas de Comando do Gestor de Sistema e, em particular, pelo Departamento de Operação da Rede, que supervisiona, através do SCADA e de outras ferramentas que permitem o acesso remoto aos registos cronológicos, os estados e alarmes das instalações, solicitando, quando necessário, a intervenção das equipas de assistência da Direção de Exploração.

Para mais informações consulte o Relatório Anual

 

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