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Transporte

A concessão da exploração da Rede Nacional de Transporte foi atribuída à REN Rede Eléctrica pelo Estado Português, em regime de serviço público e de exclusividade. A concessão inclui o planeamento, a construção, a operação e a manutenção da RNT, abrangendo ainda o planeamento e a gestão técnica global do Sistema Eléctrico Nacional de forma a assegurar o funcionamento integrado e harmonizado das infra-estruturas que o integram, bem como a continuidade e a segurança do abastecimento de electricidade.

A RNT (Rede Nacional de Transporte)

A RNT cobre a totalidade do território de Portugal Continental e tem interligações com a rede espanhola de transporte de electricidade (gerida REE - Red Eléctrica de España).

A rede de muito alta tensão desenvolve-se, no que respeita às linhas de 400 kV, no sentido Norte-Sul junto à costa, desde o centro electroprodutor de Alto Lindoso, a Norte, até ao centro electroprodutor de Sines, a Sul; desenvolve-se igualmente no sentido oeste- leste, estabelecendo as interligações com a rede espanhola. As linhas de 220 kV desenvolvem-se fundamentalmente entre Lisboa e Porto, e, na diagonal, entre Miranda do Douro e Coimbra, bem como ao longo do rio Douro e na Beira Interior. A rede de muito alta tensão é ainda complementada por um conjunto de linhas de 150 kV, o primeiro nível histórico de tensão da RNT (desde 1951).

Qualidade de Serviço da RNT

A REN - Rede Eléctrica tem por objectivo a manutenção e a melhoria da qualidade do serviço que presta através de um planeamento adequado da construção de novas infra-estruturas, de um investimento na renovação das linhas e subestações mais antigas e de políticas e estratégias de manutenção adequadas. A utilização eficiente de recursos técnicos e humanos na operação e manutenção da Rede permite também o alcance de objectivos como a segurança da RNT e a garantia do abastecimento contínuo.

A Qualidade de Serviço prestada pela REN no fornecimento de energia eléctrica aos consumidores tem-se situado num patamar elevado, mantendo e consolidando a tendência verificada nos últimos anos de uma progressiva e sustentada melhoria do desempenho da RNT. O indicador Tempo de Interrupção Equivalente registou, em 2010, novo mínimo histórico (0,27 minutos)  mantendo a REN - Rede Eléctrica, neste plano, o seu posicionamento entre as melhores empresas congéneres europeias.

Actualização e expansão da RNT

A REN tem necessidade de investir na renovação e na expansão da RNT tendo em vista a melhoria da sua capacidade de transporte e qualidade de serviço. Identificam-se, de seguida, os principais catalisadores que determinam o actual plano da evolução desta rede:

• Aumentar a capacidade de transporte para fazer face ao aumento do consumo de electricidade. O crescimento do consumo da electricidade em Portugal motivado pelo crescimento económico, pela convergência com os padrões europeus de nível de vida e de conforto, e ainda por projectos específicos de grande dimensão como as linhas ferroviárias de alta velocidade ou o novo aeroporto internacional de Lisboa, implicam uma necessidade de aumento da capacidade de transporte de electricidade.

• Necessidade de ligações a novos centros electroprodutores clássicos e em regime especial. As metas de política energética nacionais e europeias, que levam à construção e integração no Sistema Eléctrico nacional de elevados níveis de nova geração renovável, a maioria da qual, no interior do País, implicam o reforço da RNT para ser capaz de transportar essas gerações para os centros de consumo. A título de exemplo, prevê-se que a capacidade eólica instalada, que em 2000 era quase nula, continue a aumentar dos actuais cerca de 3700 MW para 7000 MW em 2020. Também várias grandes centrais hídricas que constam do PNBEPH levam à necessidade de reforços do mesmo tipo.

• Aumentar a capacidade de interligação com Espanha. Na sequência da fixação de objectivos, no âmbito do MIBEL, de significativo aumento de capacidade de interligação e de subsequentes estudos conjuntos com a congénere espanhola REE, irá conseguir-se, no médio prazo, a continuação do aumento da capacidade mínima de interligação, dos actuais 1300 MW para cerca de 3000 MW em 2014, através, entre outros reforços internos na RNT e na rede de Espanha, da construção de mais duas novas interligações a 400 kV. Estes aumentos são um dos pilares do estabelecimento do MIBEL, garantindo uma alargada uniformização dos preços de electricidade a nível ibérico.

• Renovar equipamento em fim de vida útil. Trata-se de outra categoria de decisões de planeamento, decorrendo da necessidade de substituir equipamentos em fim de vida ou ainda de mudar ou melhorar equipamentos antigos para melhorar reduzir impactes ambientais de diversas naturezas, em particular junto de aglomerados de maior densidade e ocupação populacional.

Anexos

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