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Transporte

 

A concessão da exploração da Rede Nacional de Transporte foi atribuída à REN Rede Eléctrica pelo Estado Português, em regime de serviço público e de exclusividade. A concessão inclui o planeamento, a construção, a operação e a manutenção da RNT, abrangendo ainda o planeamento e a gestão técnica global do Sistema Eléctrico Nacional de forma a assegurar o funcionamento integrado e harmonizado das infra-estruturas que o integram, bem como a continuidade e a segurança do abastecimento de electricidade.

A RNT

A RNT cobre a totalidade do território de Portugal Continental e tem interligações à rede espanhola de electricidade (de que é responsável a Red Eléctrica de España (“REE”)) em oito pontos, quatro interligações de 400 kV e três de 220 kV, além de uma interligação de 130 kV.

Em 2008 o valor médio da capacidade de importação para fins comerciais foi de 1277 MW. Está prevista a construção de mais duas interligações adicionais, que deverão estar concluídas no horizonte 2011-2014.

A 31 de Dezembro de 2008, a RNT tinha em operação 1.589 quilómetros de linhas de 400 kV, 3.257 quilómetros de linhas de 220 kV e 2.667 quilómetros de linhas de 150 kV, totalizando 7513 quilómetros de linhas e uma capacidade total de transformação de 26 194 MVA.

A rede de muito alta tensão desenvolve-se, no que respeita às linhas de 400 kV, no sentido Norte-Sul junto à costa, do centro electroprodutor de Alto Lindoso a Norte, até ao centro electroprodutor de Sines, a Sul, e também no sentido oeste- leste, estabelecendo as interligações com a rede espanhola. As linhas de 220 kV desenvolvem-se fundamentalmente entre Lisboa e Porto, e, na diagonal, entre Coimbra e Miranda do Douro e ao longo do rio Douro e na Beira Interior. A rede de muito alta tensão é ainda complementada por um conjunto de linhas de 150 kV, o primeiro nível histórico (início dos anos 50) de tensão da RNT.

Em 31 de Dezembro de 2008, a RNT ligava 44 centros electroprodutores e 83 instalações. Do total de centros electroprodutores, 50% são hídricos, 16% são térmicos e 34% são centros electroprodutores em regime especial, na sua maioria parques eólicos. Do total de instalações, 59 são subestações de transformação, 8 são postos de corte e 2 são postos de seccionamento. Estas instalações, em que 67 são propriedade da REN e 14 são propriedade de grandes consumidores, ligam as diferentes partes da RNT funcionando como pontos de injecção/recepção entre produtores e distribuidores ou grandes consumidores industriais.

Qualidade de serviço da RNT

A REN Rede Eléctrica tem por objectivo a manutenção e a melhoria da qualidade do serviço que presta através de um planeamento adequado da construção de novas infra-estruturas, de um investimento na renovação das linhas e subestações mais antigas e de políticas e estratégias de manutenção adequadas. A utilização eficiente de recursos técnicos e humanos na operação e manutenção da RNT, permite também o alcance de objectivos como a segurança da RNT e a garantia do abastecimento contínuo.

A Qualidade de Serviço prestada pela REN no fornecimento de energia eléctrica sãos consumidores situou-se em 2008 num patamar elevado, com o conjunto de indicadores gerais de continuidade de serviço a posicionarem-se em níveis semelhantes aos das melhores empresas congéneres europeias.

Em 2008 o tempo de interrupção equivalente foi de 1,29 minutos

Actualização e expansão da RNT

A REN SA tem necessidade de investir constantemente na actualização e na expansão da cobertura e melhoria da qualidade da RNT. Identificam-se, de seguida, os principais catalisadores dos planos actuais de actualização e expansão:

    ·  Aumentar a capacidade de transporte em resposta ao consumo crescente de electricidade. O crescimento a longo prazo do consumo da electricidade em Portugal motivado pelo crescimento económico, pela convergência com os padrões europeus de consumo de electricidade, e por projectos específicos como o comboio de alta velocidade e o novo aeroporto internacional de Lisboa, implicarão uma necessidade de aumento da capacidade de transporte de electricidade.

    ·  Necessidade de ligações a novos centros electroprodutores clássicos e em regime especial. A crescente procura de electricidade em Portugal, aliada à liberalização da produção de electricidade, conduz à construção de novas centrais de grande dimensão, bem como a continuação do aumento de produção em regime especial, designadamente produção eólica. A título de exemplo, prevê-se que a capacidade eólica instalada aumente dos actuais cerca de 2700 MW para 5700 MW em 2013.

    ·  Aumentar a capacidade de interligação com Espanha. Na sequência de estudos conjuntos com a congénere espanhola REE, a REN, SA prevê, no médio prazo, um aumento da capacidade mínima de interligação para cerca de 3000 MW através da construção de mais duas novas interligações.

Anexos