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Investigação e Desenvolvimento

A REN tem um papel activo na inovação e desenvolvimento tecnológico do sector energético.

Participa em projectos internacionais e está envolvida em projectos de investigação e em diversos fóruns de debate. Entre estes últimos destacam-se o Conseil International des Grandes Réseaux Electriques (CIGRÉ), European Network of Transmission System Operators (ENTSO), a Gas Infrastructure Europe (GIE), a European Energy Regulators (ERGEG) e a Gas Regional Initiative.

Actualmente tem colaboradores envolvidos em 14 dos 16 comités de trabalho existentes no CIGRÉ, nos quais são debatidos temas que representam desafios para o sector. Está representada ao mais alto nível no Comité Directivo da Rede Europeia de Operadores de Transporte de Electricidade (ENTSO-E), criada no final de 2008, a partir das associações regionais dos TSO, rede que pretende ser um fórum de debate dos principais assuntos relacionados com o transporte da electricidade em ambiente de mercado.

As empresas do sector do gás do Grupo mantiveram, em 2008, contactos internacionais com os grupos de trabalho das três colunas da GIE - Gas Infrastructures Europe, nomeadamente nas áreas do GNL (gás natural liquefeito), do transporte em alta pressão e do armazenamento subterrâneo.

A participação em projectos de investigação e desenvolvimento está, desde há muito, enraizada na Rede Eléctrica Nacional, pretendendo igualmente reforçar-se no sector do gás natural uma vez que o investimento nesta matéria representa um fortalecimento da posição competitiva do Grupo e do País. Em 2008, o investimento da REN em investigação e desenvolvimento correspondeu a 1,5 milhões de euros. A participação e envolvimento em diversos projectos possibilitam à empresa acompanhar, alcançar ou mesmo superar as melhores práticas internacionais nas matérias de tecnologia da operação e construção de redes ou, mesmo, de natureza ambiental. Nesse sentido, a REN tem procurado estabelecer parcerias com as melhores universidades e centros de investigação, nacionais e internacionais para lidar com questões como a imprevisibilidade da energia eólica, riscos de contingência e segurança do abastecimento, ruído.

Em 2008, a REN participou nos seguintes projectos:

Ao nível do gás e no âmbito dos grupos de trabalho da GIE - Gas Infrastructures Europe, são de destacar os contributos para a elaboração do cenário prospectivo de Inverno de 2008/2009 e a resposta à primeira fase dos requisitos de preparação do "Ten Year Network Development Statement", referente à análise de capacidade das infra-estruturas do gás em Portugal. A preparação daquele documento corresponde a uma das incumbências do futuro ENTSOG / European Network Transmission System Operator - Gas / Operador Europeu das Redes de Transporte Europeias de Gás, entidade cuja criação se encontra preconizada no Terceiro Pacote de Energia, cuja aprovação deverá ocorrer nas instâncias da União Europeia em 2009.

Por outro lado, as empresas do gás continuam a seguir a actividade da Gas Regional Initiative - South, coordenada pelos Reguladores de França, Espanha e Portugal, seguindo com particular interesse a implementação dos mecanismos de consulta ao mercado para o desenvolvimento de novas infra-estruturas, baseados no princípio das Open Seasons, bem como os mecanismos de atribuição de capacidade remanescente, baseados em Open Subscription Periods, para capacidades de curto e de longo prazo. Estes processos decorrem ao nível das interligações entre as redes gasistas de Espanha e França através dos Pirenéus.

No âmbito do Mibgás, desenvolveram-se, em 2008, diversos trabalhos conjuntos entre Enagás e REN, visando, nomeadamente, elencar e encontrar soluções para os problemas de interoperabilidade que subsistem entre as redes gasistas dos dois países, bem como o desenvolvimento de estudos preliminares no sentido da avaliação do interesse da criação de uma nova interligação entre os dois sistemas, num contexto de optimização do interesse ibérico do armazenamento subterrâneo de gás natural nas instalações do Carriço e do reforço da segurança do abastecimento dos dois países, uma vez que essa interligação se perspectiva bidireccional e facilita situações de "reverse flow" em situações de emergência ou disrupção do abastecimento de gás pelas rotas normais.