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Friends of Supergrid: A Europa precisa de uma rede elétrica e não de uma 'manta de retalhos'

 

"A definição de objetivos claros para a interligação e criação de um mercado de eletricidade interno deve ser um assunto prioritário das próximas instituições da UE. Precisamos de uma rede e não de uma manta de retalhos."
 
Na sua declaração de Edimburgo, os CEO da principal iniciativa europeia no setor energético apelaram à criação de um mercado único da eletricidade com vista a reforçar a competitividade, reduzir custos e fomentar o crescimento económico.
 
Na sua cimeira inaugural, que decorreu nos dias 25 e 26 de fevereiro em Edimburgo, os CEO da organização Friends of Supergrid tiveram oportunidade de discutir o tema da super-rede e a necessidade de definir objetivos claros ao nível da UE para a interligação e o desenvolvimento de infraestruturas, com vários participantes de destaque, entre eles Sua Excelência Alex Salmond, Primeiro-ministro da Escócia, Sua Excelência Michael Moore, Representante do Primeiro-ministro adjunto para os assuntos europeus, Sua Excelência Nick Clegg, deputado, e vários representantes da Presidência italiana da UE, bem como o Green Investment Bank do Reino Unido. A cimeira foi presidida pelo antigo Presidente do Parlamento Europeu, Pat Cox.
 
Dirigindo-se aos membros da Cimeira, Marcello del Brenna, presidente dos FOSG afirmou:
 
"A UE enfrenta desafios à escala global no seu esforço para melhorar a sua competitividade e concorrer com as cada vez poderosas economias da China e dos EUA. Para poder oferecer uma energia mais barata aos consumidores e às indústrias europeias, precisamos de um mercado de eletricidade único e muito mais interligado.
 
"É possível produzir grandes quantidades de eletricidade limpa e hipocarbónica na Europa e transportá-la  para centros de procura num mercado interno, de modo a que os consumidores alemães possam utilizar a eletricidade produzida a partir de fontes renováveis no mar do norte, energia solar na Península Ibérica ou fontes hídricas nos países escandinavos.

 Esta abordagem, que consiste em recorrer a uma super-rede, permitirá reforçar a competitividade, reduzir custos e fomentar o crescimento. O mesmo não se pode afirmar relativamente às políticas atualmente vigentes em muitos Estados Membros, que colocam estes países à margem de um mercado único, onde os consumidores têm de pagar preços artificialmente elevados por um bem que deveria ser um bem europeu comum.
 
Hoje aqui em Edimburgo, instamos os chefes de governo dos Estados Membros da UE a seguir a iniciativa dos governos da Escócia e do Reino Unido e a integrar a interligação das redes no centro da sua política. É preciso definir objetivos claros para a interligação e o desenvolvimento de infraestruturas no âmbito do pacote de medidas sobre a energia e o clima para 2030, por forma a que a Europa possa realizar o mercado energético interno, reduzir os preços da sua eletricidade e otimizar o mix produzido para melhorar a eficiência, explorar recursos internos e alcançar os seus objetivos de descarbonização.
 
As empresas europeias figuram atualmente entre as mais avançadas na criação e desenvolvimento de tecnologias de rede. Grande parte deste esforço de investigação é desenvolvido aqui na Escócia. Existe competência técnica e capacidade para produzir a infraestrutura de que a Europa necessita para mudar o seu sistema energético até 2030 e mais além.
 
Sobre o Friends of Supergrid:

Friends of Supergrid é um grupo de empresas e organizações que têm um interesse comum em promover e influenciar o quadro político e regulamentar necessário para permitir a interligação de grande escala na Europa. Dispondo de uma visão especial sobre a tecnologia necessária para criar uma super-rede, este grupo estará habilitado a desenvolver o know-how para colocá-la em prática.
 
Os FOSG congregam empresas dos setores que irão fornecer a infraestrutura de alta tensão e as tecnologias conexas, juntamente com empresas que irão desenvolver, instalar, deter e operar essa infraestrutura. Os riscos associados à prestação deste novo serviço de transmissão serão reduzidos, graças ao conhecimento antecipado adquirido durante o processo de definição política e as fases de conceção.

Os FOSG contam com 20 membros, incluindo: ABB, ACS-Cobra, ALSTOM, Bernard Energy Advocacy, CESI, DONG Energy, Elia Group, General Electric, Hochtief Solutions, Intel, Mainstream Renewable Power, National Grid, Nexans, Parsons Brinckerhoff, Prysmian Group, REN, RTE, Siemens, Visser & Smit Marine Contracting e wpd offshore.