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“Guardiãs do Mar” prosseguem sucesso alcançado com Prémio AGIR da REN com as “Guardiãs das Pradarias”

 

Proteger as pradarias marinhas do Estuário do Sado, habitat berço das presas da população residente de golfinhos, peixes e mariscos, através da participação ativa de mulheres da comunidade piscatória local, tornando-as em verdadeiras "Guardiãs do Mar", foi um dos projetos distinguidos pelo Prémio AGIR em 2018. Promovido pela Ocean Alive, o projeto teve o seu arranque potenciado pelo AGIR, galardão criado no âmbito da Responsabilidade Social Corporativa da REN, que visa incentivar e apoiar iniciativas que deem resposta a problemas sociais e que pretende agora assegurar a continuidade do mapeamento das pradarias e da profissão de monitoras das pradarias com as "Guardiãs das Pradarias".


"O prémio Agir permitiu à Ocean Alive realizar o projeto piloto das ‘monitoras das pradarias', criando assim uma nova profissão para as pescadoras do estuário do Sado", explica Raquel Gaspar, bióloga e co-fundadora da Ocean Alive. O projeto visava capacitar duas mulheres pescadoras do estuário do Sado, as Guardiãs do Mar, para mapear as pradarias marinhas. O treino constituiu na aquisição de conhecimentos sobre a utilização de um GPS e do procedimento de contorno das manchas de ervas marinhas, aproveitando ao mesmo tempo o conhecimento empírico e ecológico das pescadoras.


E o projeto está a ser um sucesso. De duas, passou-se a cinco "Guardiãs do Mar", o que permitiu mapear a grande maioria das pradarias marinhas em 2019 e em 2020 com o apoio de uma equipa científica do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve (CCMAR). Foram mapeados 122 hectares de pradarias marinhas, tendo sido criado um mapa da localização das pradarias marinhas no estuário do Sado.


Para além disso, "a nova profissão trouxe um rendimento complementar à pesca para as pescadoras. E o mapeamento torna-se uma espécie de salvo conduto para a proteção das pradarias marinhas, as quais garantem a pesca local", explica Raquel Gaspar. "A disponibilização do mapeamento das pradarias marinhas às entidades locais responsáveis pela gestão dos valores naturais permitiu que determinadas pradarias não fossem destruídas por outras atividades humanas", acrescenta.


Pradarias marinhas consideradas sumidouros de carbono

Raquel Gaspar refere mesmo o impacto concreto que o projeto tem conseguido alcançar. A nível local, "a eliminação do uso de um cabo de amarrações que estava a destruir uma das pradarias", enquanto a nível nacional, "a recomendação ao Governo português para incluir as pradarias marinhas no próximo roteiro para a neutralidade carbónica", que conseguiu juntar cientistas e Governo na decisão de que as pradarias marinhas fossem consideradas como sumidouros naturais de carbono e assim serem incluídas no roteiro, foram duas grandes vitórias.


Ao longo destes três anos, a Ocean Alive continuou a trabalhar no desenvolvimento do que começou com o apoio do Prémio AGIR. "Implementámos dois projetos no mesmo âmbito (monitorização e mapeamento das pradarias marinhas) conseguidos através de duas candidaturas a financiamentos da UE (Projeto "não há planeta B") e da National Geographic.


Já este ano, revela Raquel Gaspar, a Ocean Alive lançou o programa "Guardiãs das Pradarias" para assegurar a continuidade do mapeamento das pradarias e da profissão de monitoras das pradarias. "Este programa apela ao apoio de empresas e entidades para financiarem o mapeamento de 14 pradarias que constituem 72 hectares de área e que são exclusivamente mapeadas pelas guardiãs", explica. "Gostaríamos muito que nos ajudassem na divulgação deste programa, gostaríamos muito de dar continuidade ao que semeámos com a ajuda da REN, pois o mapeamento das pradarias marinhas nasceu com o apoio do prémio AGIR", apela a bióloga.


Recorde este projeto aqui e todas as outras edições dos Prémios AGIR aqui.