menu
 
 

REN

Comunicados Comunicados
Comunicados

Media

‹ VOLTAR

Redução de EBIDTA e de resultado líquido em consequência de menor remuneração dos ativos regulados e crescimento dos impostos

 

CAPEX sobe para 141,7 M€

Custo médio da dívida recua para 1,6%

Dívida líquida reduz 363,7 M€

Renováveis abastecem 60,6% do consumo de energia

Qualidade de serviço mantém níveis de excelência



A REN - Redes Energéticas Nacionais concluiu os primeiros nove meses do ano de 2021 com um resultado líquido de 68,4M€, menos 7,7 M€ (-10,1%) do que no mesmo período de 2020. O período fica marcado por uma melhoria dos resultados financeiros (5,5 M€), em consequência da descida do custo médio da dívida (de 1,9% para 1,6%) e da Contribuição Extraordinária para o Setor Energético (-1,1 M€). A taxa total de imposto alcançou os 43%, um aumento de 5,8% (3,5 M€) em comparação com o mesmo período de 2020.

Até setembro de 2021, o EBITDA baixou 2,6% (-9,1 M€) para 343,4 M€, devido sobretudo à redução no valor de taxas de remuneração dos ativos (-6,6 M€) e a uma menor contribuição do OPEX (-3,4 M€). O segmento internacional contribuiu negativamente (-0,9 M€), apesar da melhoria desse indicador por parte da chilena Transemel (0,3 M€).

O CAPEX aumentou 36,7% (38 M€) em comparação com setembro de 2020, atingindo os 141,7 M€, um valor dentro do planeado numa realidade menos condicionada pela pandemia. As transferências para RAB aumentaram 267,6% (58,6 M€) para 80,5 M. Nos últimos nove meses, a dívida líquida desceu 13,3% para os 2.378,2 M€, um decréscimo de 363,7 M€.

Em agosto, a ERSE publicou os seus pareceres sobre o PDIRT e PDIRG, recomendando uma redução dos investimentos propostos nas redes de eletricidade e gás natural, posição que conflitua com as atuais políticas governamentais e com a resposta do setor. A REN está presentemente a avaliar detalhadamente as posições da ERSE relativamente aos projetos de investimento antes de incorporar a sua visão nos documentos a entregar ao Governo. 


Recorde na produção de energia fotovoltaica

A produção de energia renovável permitiu abastecer 61% do consumo de eletricidade do país nos primeiros nove meses de 2021, um valor superior ao obtido no mesmo período de 2020 (56%). A energia hidroelétrica assegurou 28%, a eólica 24%, a biomassa 7%, e a fotovoltaica 3,7%. A produção não renovável abasteceu os restantes 31% do consumo nos primeiros nove meses, dividida pelo gás natural com 29% e carvão com 2%. Os restantes 8% corresponderam a energia importada.

No campo da produção de energia renovável, destaque para o valor recorde alcançado na produção mensal de energia solar, que atingiu os 200 GWh em julho deste ano. 

Em relação ao consumo de gás natural no período de janeiro a setembro, registou-se, face ao período homólogo do ano anterior, uma contração de 3,5%, com o crescimento de 4,2% no segmento convencional a não ser suficiente para compensar a quebra de 16% no segmento de produção de energia elétrica. Relativamente ao mesmo período de 2019, registou-se um recuo de 5%. 

Neste trimestre, a REN tornou-se a primeira empresa portuguesa a integrar a Transport4nature, que tem como objetivo mobilizar e incentivar as empresas do sector dos transportes de bens, pessoas e energia a nível europeu, a proteger, promover e restaurar a biodiversidade. A REN foi também uma das subscritoras do manifesto "Rumo à COP26", promovido pelo BCSD Portugal, e que apresentou 11 objetivos para travar as alterações climáticas.

Em julho, registou-se um problema na interligação do sistema elétrico entre França e Espanha, na sequência de um incidente na rede de transporte francesa, que levou a que o sistema elétrico ibérico se tenha separado da restante rede europeia numa situação de forte importação. Foi ativado automaticamente o plano de defesa do sistema elétrico nacional, que teve como consequência a redução do consumo em bombagem hidroelétrica, em consumidores industriais interruptíveis e em diversos consumidores da rede de distribuição nacional, pré-selecionados em coordenação entre a REN e a E-REDES. Esta atuação evitou consequências mais graves, que no limite poderiam ter conduzido ao apagão total do sistema elétrico.