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REN com Resultado Líquido de 109,2M€ em 2020

 

• EBITDA desce 3,3% para 470,2M€ 

• Custo médio da dívida recua para 1,8% e dívida líquida cai 3%; 

• REN licenciada para emitir "obrigações verdes";

• Consumo de energia elétrica diminuiu 3,1% e o de gás natural 1,6%;

• As fontes renováveis abasteceram 59% do consumo total de energia elétrica e produção renovável bate recorde pelo segundo ano consecutivo;

• Apesar dos desafios criados pela pandemia, qualidade de serviço mantém-se entre as melhores a nível internacional e em linha com os anos anteriores. 

A REN - Redes Energéticas Nacionais apresentou um resultado líquido de 109,2M€ em 2020, uma redução de 8,1% em comparação com 2019, apesar da melhoria dos resultados financeiros, que baixaram 5,7M€ para -46,8M€ (+ 10.9%), principalmente devido a um menor custo da dívida (redução de 2,1% para 1,8%). A dívida líquida também recuou 3% para 2 741,9M€ .


A REN continuou a ser penalizada pela CESE, que desde 2020 também se aplica à Portgás, e que registou um aumento de 3,7M€, totalizando 28,1M€. A taxa efetiva de imposto situou-se nos 40%, um valor semelhante ao de 2019. Desde o seu início, o peso da CESE nas contas da REN já ascende a 180M€. 


O EBITDA baixou 3,3% para 470,2M€. Para este resultado contribuíram a menor remuneração dos ativos (-23,8M€, devido à descida das taxas da dívida soberana e aos novos parâmetros no quadro regulatório do gás) e uma menor contribuição do OPEX. O EBIDTA foi ainda positivamente influenciado pelo negócio internacional, nomeadamente pela consolidação da Transemel no Chile. 


O CAPEX e as transferências para a exploração reduziram de 184,1M€ e 190,6M€ para 161,2M€ e 79,6M€ respetivamente, tendo a empresa conseguido recuperar grande parte do atraso causado pela pandemia. Adicionalmente, foram concluídos os estudos e procedimentos administrativos para a celebração dos primeiros 14 acordos bilaterais com promotores solares, com vista ao desenvolvimento das Redes necessárias à ligação de 3,5 GW solar e cujos projetos de CAPEX respetivos serão executados nos próximos 6 anos. 


A COVID-19 acrescentou este ano um nível de complexidade adicional às nossas operações, mas, nunca comprometendo a segurança das nossas equipas, todas as atividades críticas foram asseguradas, o que se refletiu nos normais, mas elevados, níveis de serviço. 


No passado dia 4 de fevereiro de 2021, a REN foi licenciada para a emissão de "obrigações verdes" avaliadas como B ("Prime") pelo International Shareholder Services ESG (ISS-ESG). 
Tendo em conta os resultados de 2020, o Conselho de Administração da REN vai propor, na Assembleia Geral de Acionistas, o pagamento de um dividendo de 17,1 cêntimos por ação, um valor em linha com o praticado nos anos anteriores e com a política de dividendos da REN. 


Novos máximos em ano marcado pelo Covid-19 e pela redução do consumo de energia 

A nível operacional, o ano ficou marcado pelos impactos da pandemia de covid -19 na atividade económica, um aspeto que se refletiu em alguns indicadores do sistema energético tendo o consumo de energia elétrica e gás natural diminuído 3,1% e 1,6% respetivamente. 


No que respeita ao consumo de energia elétrica, este atingiu, em 2020, o valor mais baixo desde 2005: 48,8 TWh. A produção renovável abasteceu 59% do consumo de energia elétrica em 2020 (8 pontos percentuais acima de 2019), repartida pela hidroelétrica e eólica, ambas com cerca de 25%, biomassa com 7% e fotovoltaica com 2,6%. A produção não renovável abasteceu 38% do consumo, fundamentalmente com gás natural, representando o carvão cerca de 4% do consumo, a quota mais baixa dos últimos 30 anos. O saldo de trocas com o estrangeiro forneceu os restantes 3% do consumo nacional. 


Quanto ao consumo de gás natural, este totalizou cerca de 66,9 TWh, uma variação negativa de 1,6% face ao ano anterior, essencialmente justificada por uma redução no consumo convencional industrial, uma vez que o consumo de centrais para produção elétrica aumentou 3,8%. Este consumo de gás natural nas Centrais Termoelétricas do Sistema Nacional atingiu, a 16 de outubro, o valor diário mais elevado de sempre, ultrapassando o anterior máximo, de 17 de agosto de 2017. 


Em 2020, e na sequência da consulta pública da Estratégia Nacional para o Hidrogénio e da abertura de manifestações de interesse a candidaturas ao estatuto de Projeto Importante de Interesse Europeu Comum, a REN, em parceria com um grupo de outras empresas com relevância nacional, apresentou a sua resposta.

 
A REN, através do seu programa de reflorestação das faixas de servidão, nos últimos anos (2010-2020) já plantou mais de 1 milhão de árvores numa área de 2 922 hectares, tendo-se envolvido para o efeito mais de 17 mil proprietários. Em 2020, procedeu-se à plantação de um total de 117 262 árvores, numa área aproximada a 424 hectares, destacando-se o medronheiro como uma das espécies mais plantadas, com uma área de 274 hectares (65%). Em 2020, a REN efetuou a limpeza de 9 587 hectares em faixas de servidão, tendo sido contactados 31 093 proprietários. 


No dia 14 de maio, a REN organiza o seu Capital Markets Day onde vai apresentar o plano estratégico da empresa para os próximos três anos.