Produção hidráulica com valor mensal mais elevado de sempre transporta energia renovável para máximos históricos de 1979

04 março 2021

Produção hidráulica com valor mensal mais elevado de sempre transporta energia renovável para máximos históricos de 1979

A produção renovável abasteceu 88% do consumo de energia elétrica em fevereiro, incluindo saldo exportador, e a não renovável os restantes 12%. Trata-se da percentagem renovável mais elevada desde abril de 1979. O saldo de trocas com o estrangeiro, exportador, equivaleu a cerca de 20% do consumo nacional. 

O consumo de energia elétrica apresentou uma contração homóloga de 3,1%, devido fundamentalmente ao efeito de ano bissexto, com menos um dia este ano. Com correção de temperatura e dias úteis a queda atenua-se para 0,8%, não se verificando efeito significativo do confinamento devido à pandemia. A evolução anual regista uma variação marginalmente positiva, com 0,1%, ou menos 1,3% com correção de temperatura e dias úteis. 

Este mês, as condições foram particularmente favoráveis para as energias renováveis. O índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 1,85 (média histórica igual a 1), com a produção hidráulica a registar a produção mensal mais elevada de sempre, com 2709 GWh, enquanto o índice de produção eólica registou 1,19 (média histórica igual a 1). A produção renovável abasteceu 88% do consumo (incluindo saldo exportador) e a não renovável os restantes 12%. Trata-se da quota renovável mais elevada desde abril de 1979. O saldo de trocas com o estrangeiro, exportador, equivaleu a cerca de 20% do consumo nacional. 

No período de janeiro e fevereiro, o índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 1,39 (média histórica igual a 1) e o de produtibilidade eólica em 1,14 (média histórica igual a 1). Nestes dois meses, a produção renovável abasteceu 79% do consumo, repartida pela hidroelétrica com 42%, eólica com 30%, biomassa com 5% e fotovoltaica com 2%. A produção não renovável abasteceu 21% do consumo, fundamentalmente com gás natural, representando o carvão apenas 2%. O saldo de trocas com o estrangeiro, exportador, equivaleu a cerca de 6% do consumo nacional. 

No mercado de gás natural registou-se em fevereiro uma variação homóloga negativa em 25%. Esta quebra acentuada, deveu-se ao segmento de produção de energia elétrica que recuou 77%, condicionado pela elevada disponibilidade de energia renovável. O segmento convencional registou uma evolução positiva de 2,6%, não se verificando qualquer efeito do confinamento, tal como no caso da eletricidade. No final de fevereiro, o consumo acumulado anual de gás natural regista agora uma variação negativa de 17%, com um crescimento de 2,4% no segmento convencional e uma contração de 52% no segmento de produção de energia elétrica.




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