O Programa H2REN foi criado em 2022, no âmbito da estratégia transversal do Grupo REN para os gases renováveis, para coordenar de forma transversal as atividades de gases renováveis em todas as áreas do Grupo.
Com o envolvimento de mais de 80 colaboradores, o seu propósito é garantir que as infraestruturas de transporte, armazenamento subterrâneo e distribuição de gás sob a sua concessão estão preparadas para receberem hidrogénio (H2), fator crítico para dar cumprimento ao processo de descarbonização do setor do gás e essencial para o sucesso, competitividade e futuro dos sistemas energéticos.
O H2 Braga é um projeto-piloto que vai estar em operação e abastecer, durante o primeiro semestre de 2026, um conjunto de consumidores no distrito de Braga com uma mistura de hidrogénio (H2) e gás natural.
Promovido pela REN Gasodutos, no âmbito do Regulamento da Qualidade de Serviço dos setores elétrico e do gás, conta com a participação da REN Portgás, empresas que operam infraestruturas de gás certificadas para transportar e distribuir gás.
O H2 Braga prevê injeções de até 10% de H2 na rede de transporte de gás, garantindo conformidade com o quadro regulamentar em vigor e a segurança e qualidade do serviço, bem como a compatibilidade com os equipamentos domésticos e industriais abrangidos.
O projeto H2 Braga foi aprovado pela ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), e está enquadrado no Programa H2REN, que dá resposta às orientações de política energética nacional e europeia no campo do hidrogénio, nomeadamente o Plano Nacional do Hidrogénio, assim como ao Decreto – Lei 62/2020.
A injeção de hidrogénio na Rede Nacional de Transporte de Gás vai realizar-se através de uma Estação de Mistura e Injeção (EMI) em São Cosme do Vale.
A mistura de gás natural com até 10% de H2 é transportada por um gasoduto de alta pressão até Braga, onde transita, através de uma Estação de Redução e Medição de Gás, para a rede de distribuição da Portgás.
A partir daqui irá chegar a cerca de 19.500 instalações cliente (residenciais, comerciais e industriais).
A introdução gradual de hidrogénio na rede de gás é um passo rumo a uma menor dependência do gás natural fóssil e a promover a criação de condições para reforçar a segurança do abastecimento energético do país.
Este projeto visa validar que as infraestruturas de gás estão preparadas para operar nestas condições, sem impactos de relevo nos clientes finais.
O hidrogénio, quando produzido de forma renovável, não gera emissões na combustão – reduzindo a pegada ambiental.
A injeção de H2, como previsto no Projeto H2 Braga, permite uma descarbonização das emissões de dióxido de carbono de cerca de 9,75 ton CO2 eq/ano. Se considerarmos a possibilidade de acomodar 10% de H2 no SNG este valor é de 210 kton CO2 eq/ano (3% das emissões são evitadas).
Com economia de escala, as tecnologias de hidrogénio tendem a tornar-se mais competitivas, sendo objetivo deste projeto validar tecnicamente a solução de transporte e distribuição de misturas de H2 com gás natural, de forma a contribuir para a sua captura.
A utilização de hidrogénio reduz a necessidade de importação de combustíveis fósseis, diminuindo também as importações de gás natural e a exposição de Portugal à volatilidade do preço do gás natural.
O projeto H2 Braga tem uma duração estimada de até 18 meses, mas a injeção de hidrogénio na Rede Nacional de Transporte de Gás estima-se que seja realizada num período de tempo limitado, previsto para o primeiro semestre de 2026.
Cerca de 19.500 consumidores, a maioria dos quais consumidores domésticos, mas também industriais e de pequeno comércio e serviços, vão ser abrangidos pelo H2 Braga, passando temporariamente a utilizar uma mistura de gás natural com até 10% de hidrogénio.
De acordo com os estudos técnicos conhecidos e realizados especificamente para o Projeto H2 Braga, não se identificam impactos nos consumidores abrangidos, para além da redução de emissões nos seus consumos associados à injeção de H2.
Não obstante, conforme solicitado pela ERSE, os consumidores industriais serão alvo de um levantamento e verificação dos equipamentos de queima e tipologia de utilização. O objetivo é validar a sua viablidade para consumo de misturas de até 10% de H2 com gás natural, de acordo com os estudos técnicos realizados.
Os clientes domésticos e do pequeno comércio e serviços envolvidos serão informados de individualmente sobre o projeto e calendário associado.
A REN Gasodutos e a Portgás irão, também, divulgar os resultados do projeto e acompanhar os clientes abastecidos pela mistura, assegurando todos os esclarecimentos necessários e que os níveis de hidrogénio na mistura de gás permanecem dentro dos limites de operação estabelecidos, com total segurança para todos os intervenientes, não sendo esperados quaisquer tipos de constrangimentos.
Para concretizar este projeto, a REN Gasodutos vai instalar uma Estação de Mistura e Injeção (EMI) em São Cosme do Vale, onde será injetado hidrogénio na Rede de Transporte de Gás e misturado com gás natural, que depois será transportado até à Rede de Distribuição da Portgás, pela primeira vez, para abastecer os diferentes consumidores.
A mistura de gás com H2 será continuamente avaliada desde o ponto de injeção até ao consumidor final. Neste projeto piloto, a EMI vai ser “alimentada” por um armazenamento de H2 (trailers de garrafas com cerca de 5 000 m3 de hidrogénio a uma pressão de 200 bar).
O controlo do caudal de H2 será assegurado por dois analisadores de H2, na saída da EMI, que medem a concentração de H2 no gás natural e validam o controlo da operação. Para efeitos de controlo e monitorização serão ainda instalados dois sensores de hidrogénio no fluxo de gás.
Este projeto permite consolidar os processos operacionais das redes de transporte (REN) e distribuição (REN Portgás) com misturas de hidrogénio e gás natural.
O H2 Braga também permite formar equipas para operar nestas condições.
O blending de hidrogénio e gás natural é simplesmente uma mistura dos dois gases, dentro dos limites definidos regulamentarmente, para serem usados pelos atuais consumidores de gás natural.
Há, no fundo, uma substituição de parte do gás natural por hidrogénio (até 10% no caso do H2 Braga), o que irá permitir reduzir emissões e contribuir para o início da descarbonização deste setor e para a transição energética.
A REN já certificou a Rede Nacional de Transporte de Gás para o uso de 10% de hidrogénio e a Portgás a sua rede de distribuição até 20%.
Os níveis de hidrogénio – e respetiva mistura nas diferentes infraestruturas, quer da REN Gasodutos, quer da Portgás – será avaliado desde o ponto de injeção até ao consumidor final.
Na Estação de Mistura e Injeção (EMI), onde o hidrogénio vai ser inserido na Rede Nacional de Transporte de Gás, vai ser controlada a pressão e caudal de emissão do hidrogénio de acordo com os planos de mistura previstos.
Para garantir a total segurança e qualidade do abastecimento aos consumidores, o controlo adequado do caudal de hidrogénio será assegurado por dois analisadores, na saída da EMI, que medem a concentração de hidrogénio no gás natural e validam o controlo da operação.
Para efeitos de controlo e monitorização serão instalados dois sensores de hidrogénio no fluxo de gás.
Em outubro de 2024, a REN certificou todas as suas infraestruturas para o transporte, distribuição e armazenamento de misturas de hidrogénio (entre 10 e 20%) com gás natural, de acordo com os objetivos de descarbonização definidos pelo Governo no Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC 2030).
A certificação, emitida pela Bureau Veritas, confirmou que, tecnicamente, a REN reúne, mediante algumas adaptações comunicadas ao Governo e em implementação, as condições para transportar misturas de hidrogénio com gás natural até 10% na Rede Nacional de Transporte de Gás e no Armazenamento Subterrâneo do Carriço e até 20% na Rede Nacional de Distribuição de Gás operada pela REN Portgás.
O H2 Braga abrange três grupos de consumidores: domésticos, pequeno comércio e serviços e industriais. Os clientes domésticos e do pequeno comércio e serviços serão informados de todo o processo, encontrando-se a REN disponível através do email h2braga@portgas.pt e dos contactos telefónicos 222 426 200 / 808 100 900, para prestar qualquer esclarecimento necessário. Não se conhecem nem se antecipam impactos de relevo nestes consumidores
Nos consumidores industriais será realizado um levantamento detalhado do tipo de utilização e dos seus equipamentos, por forma a confirmar a sua utilização com misturas de até 10% de H2 com gás natural, de acordo com o estudo técnico realizado.
Sim. A introdução de até 20% de hidrogénio na rede de gás (o H2 Braga irá usar uma mistura com apenas 10% de hidrogénio) é considerada tecnicamente viável para a generalidade dos clientes domésticos e terciários, não sendo expectável que cause entraves relevantes ao funcionamento dos equipamentos.
Os principais parâmetros, como o Poder Calorífico Inferior, os limites de inflamabilidade e a energia mínima de ignição sofrem variações marginais nesta gama de mistura e estão em conformidade com o Regulamento de Qualidade de Serviço da ERSE.
Nestas condições, os estudos demonstram que a combustão se mantém estável, a energia entregue aos equipamentos é semelhante e não se verifica um aumento significativo do risco de ignição ou de emissões indesejadas.
Não. A introdução de até 20% de hidrogénio na rede de gás (o H2 Braga irá usar uma mistura com apenas 10% de hidrogénio) é considerada tecnicamente viável para a generalidade dos clientes domésticos e terciários, não sendo expectável que cause entraves relevantes ao funcionamento dos equipamentos.
Os estudos demonstram que a transição para misturas até 20% de hidrogénio deverá ocorrer de forma gradual, sem necessidade de adaptação ou substituição em larga escala de queimadores, caldeiras ou outros aparelhos a gás.
O H2 Braga abrange três grupos de consumidores: domésticos, pequeno comércio e serviços e industriais. Os clientes domésticos e do pequeno comércio e serviços serão informados de todo o processo. Por não ser necessário, não serão inspecionados.
Os consumidores industriais serão objeto de levantamento detalhado do tipo de utilização e dos seus equipamentos.
Não. Todos os estudos demonstram que a introdução de até 20% de hidrogénio na rede de gás (o H2 Braga irá usar uma mistura com apenas 10% de hidrogénio) não provoca alterações a nível da combustão, energia entregue aos equipamentos e que não se verifica uma alteração relevante ao nível da ignição ou de emissões indesejadas.
Os principais parâmetros, como o Poder Calorífico Inferior, os limites de inflamabilidade e a energia mínima de ignição sofrem variações marginais nesta gama de mistura e estão em conformidade com o Regulamento de Qualidade de Serviço da ERSE.
No caso de detetar alguma alteração na experiência de consumo ou no funcionamento dos seus equipamentos durante o período do projeto piloto deve contactar de imediato a REN / Portgás através dos contactos telefónicos 222 426 200 ou 808 100 900.
Para questões relacionadas com o H2 Braga, use o email h2braga@portgas.pt ou os contactos telefónicos 222 426 200 / 808 100 900.