01 abril 2026

Primeiro trimestre de 2026 com consumo recorde de energia elétrica

Nos primeiros três meses de 2026 o consumo de eletricidade atingiu os 14,6 TWh, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre, ultrapassando o anterior máximo, de 14.1 TWh registado em 2025, em 3,8%, ou 3,9% com correção de temperatura e dias úteis.

No entanto, em março o consumo de energia elétrica interrompeu o crescimento que se tem registado nos últimos meses, com uma descida homóloga de 0,6%, embora com correção dos efeitos de temperatura e de número de dias úteis, a variação acabe por ser positiva em 1,4%.

No primeiro trimestre, a produção renovável abasteceu 80% do consumo, com a hidroelétrica a representar 38%, a eólica 32%, a fotovoltaica 6% e a biomassa 4%. A produção a gás natural, embora impulsionada por restrições no sistema nacional na sequência dos efeitos da depressão Kristin, não ultrapassou 16% do consumo, enquanto o saldo de trocas com o estrangeiro abasteceu os restantes 3%.

Nas renováveis, o índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 1,52, o de produtibilidade eólica em 1,15 e o de produtibilidade solar em 0,65 (médias históricas de 1).

Em março, a produção renovável abasteceu 76% do consumo, a não renovável 15%, enquanto o saldo mensal de trocas com o estrangeiro abasteceu os restantes 9% do consumo nacional.

Nas energias renováveis, as condições meteorológicas mantiveram-se favoráveis para a energia hidroelétrica, que registou um índice de produtibilidade de 1,27. A componente eólica, com o índice de produtibilidade respetivo a situar-se em 0,89 e a solar com 0,71 (médias históricas de 1).

No mercado de gás mantém-se a tendência de aumento do consumo dos últimos meses, com uma variação homóloga, em março, de 10,3%. Este valor resulta do crescimento verificado no segmento de produção de energia elétrica, que registou uma variação homóloga de 79%, apesar da quebra de 6,8% no segmento convencional.

O abastecimento do sistema nacional foi efetuado fundamentalmente a partir do terminal de GNL de Sines, com 97% do consumo nacional, com o movimento através da interligação com Espanha a não ultrapassar os restantes 3% do consumo.

No global do trimestre, o consumo acumulado de gás registou um crescimento homólogo de 13,8%, resultado de aumentos de 54% no segmento de produção de energia elétrica e de 0,2% no segmento convencional, que abrange os restantes consumidores.

Neste período, o Terminal de Sines abasteceu 82% do consumo nacional, com origem na Nigéria (37%), EUA (36%) e Rússia (10%). Os restantes 18% entraram através da interligação com Espanha.



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