03 março 2026

Renováveis abastecem 81% do consumo de energia elétrica em fevereiro

A produção de energia renovável abasteceu 81% do consumo nacional de eletricidade em fevereiro (incluindo saldo exportador), enquanto a produção não renovável, a gás natural, representou 19%. O saldo de trocas com o estrangeiro foi exportador, correspondendo a cerca de 5% do consumo nacional.

O índice de produtibilidade hidroelétrica atingiu 1,97 (média histórica de 1), o valor mais elevado alguma vez registado pela REN para fevereiro (registos desde 1971).

A produção eólica também se destacou, com um índice de produtibilidade de 1,29 (média histórica de 1). Nota para a produção solar ter registado o índice mais baixo de sempre para um mês de fevereiro (0,59), consequência das condições meteorológicas desfavoráveis, traduzindo-se numa queda homóloga de 19% apesar do aumento da capacidade instalada.

No conjunto dos dois primeiros meses do ano, a produção renovável abasteceu 83% do consumo, distribuída entre hidroelétrica (39%), eólica (35%), solar (5%) e biomassa (4%). A produção a gás natural representou 17%, enquanto o saldo de trocas com o estrangeiro foi praticamente nulo. Neste período, os índices de produtibilidade situaram-se em 1,62 para a hidroelétrica, 1,32 para a eólica e 0,60 para a solar (médias históricas de 1).

O consumo de energia elétrica em Portugal manteve, em fevereiro, o ritmo de crescimento observado no início do ano, registando uma variação homóloga de 5,2%, ou 5,7% considerando a correção da temperatura e do número de dias úteis. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o consumo aumentou 6,6% (5,7% com correção dos mesmos efeitos).

No mercado de gás natural, fevereiro registou um aumento homólogo de 24%, impulsionado pelo segmento de produção de energia elétrica, que cresceu 83% face ao mesmo mês do ano anterior. Também o segmento convencional, que inclui os restantes consumidores, cresceu 2,7%. No conjunto, tratou-se do consumo mensal mais elevado desde julho de 2023.

No final de fevereiro, o consumo acumulado de gás natural aumentou 15%, com crescimentos de 45% no segmento de produção de eletricidade e de 3,8% no segmento convencional.

O aprovisionamento do sistema nacional foi assegurado maioritariamente pelo terminal de GNL de Sines, que representou 76% do gás consumido, com origem sobretudo na Nigéria (39%), Estados Unidos (24%) e Rússia (13%). Os restantes 24% chegaram através da interligação com Espanha.



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