No primeiro trimestre do ano, o EBITDA totalizou 143,2M€, registando um aumento de 14,3M€ face ao período homólogo de 2025, valor que reflete o desempenho positivo tanto na atividade doméstica (+13.1M€), assim como na atividade internacional (+1,2M€).
O resultado líquido apresentou uma melhoria em comparação com o ano anterior, fixando-se nos 36,2M€ (+21,8M€), refletindo a melhoria do EBITDA, bem como a diminuição da carga fiscal (-9,9M€), refletindo, apesar do aumento do resultado antes de impostos, a eliminação da CESE do gás (-10,0M€) e o reconhecimento de ganhos decorrentes de decisões favoráveis no processo legal da CESE de 2022 da Portgás (-4,1M€).
O CAPEX alcançou 44,2M€, o que representa um decréscimo de 33,8% face ao período homólogo, e as transferências para a RAB diminuíram para os 3,1M€ (-16,6M€ em termos homólogos). Este decréscimo é em parte consequência de atrasos que alguns projetos sofreram com as tempestades do início do ano.
Os custos operacionais foram de 29,3M€, um incremento de 4,2%, refletindo principalmente o aumento de custos com consultoria e serviços de terceiros (+0,4 M€) e custos de sistemas de IT (+0,4 M€). Este aumento reflete também o crescimento do número de colaboradores da empresa (+2% YoY, atingindo 772 colaboradores em março de 2026), impulsionado pelo reforço das áreas operacionais.
A dívida líquida situou-se em 2.390,8M€, representando um aumento 2,4% face ao primeiro trimestre de 2025. Excluindo o impacto dos desvios tarifários, a dívida teria aumentado 126,0M€, fixando-se nos 2.366,5M€. O custo médio da dívida diminuiu para 2,43%.
Nos primeiros três meses de 2026 o consumo de eletricidade atingiu os 14,6 TWh, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre, ultrapassando o anterior máximo, de 14.1 TWh registado em 2025, em 3,8%, ou 3,9% com correção de temperatura e dias úteis. No primeiro trimestre, a produção renovável abasteceu 80% do consumo, com a hidroelétrica a representar 38%, a eólica 32%, a fotovoltaica 6% e a biomassa 4%.
A produção a gás natural, embora impulsionada por restrições no sistema nacional na sequência dos efeitos da depressão Kristin, não ultrapassou 16% do consumo.
No segmento de gás mantém-se a tendência de aumento do consumo dos últimos meses, com uma variação homóloga, em março, de 10,3%. Este valor resulta do crescimento verificado no segmento de produção de energia elétrica. O abastecimento do sistema nacional foi efetuado fundamentalmente a partir do terminal de GNL de Sines, com 97% do consumo nacional, com o movimento através da interligação com Espanha a não ultrapassar os restantes 3% do consumo.
Em fevereiro de 2026, agência de notação financeira Standard and Poor’s Ratings Services (S&P) subiu o rating de longo prazo da REN, de “BBB” (outlook estável) para “BBB+”, com o outlook estável. Ao mesmo tempo, a S&P reafirmou a classificação de crédito de curto prazo em 'A-2'.
No primeiro trimestre de 2026, a REN viu o seu desempenho em sustentabilidade ser reconhecido com a integração no S&P Global Sustainability Yearbook 2026, posicionando se no Top 10% do setor e como Industry Mover. O período ficou igualmente marcado pela publicação do Relatório Integrado do Grupo, reforçando a transparência do desempenho ESG, e pela formalização da certificação da REN como Entidade Familiarmente Responsável pela Fundación Másfamilia, refletindo o compromisso contínuo com as pessoas, o bem estar e a criação de valor sustentável a longo prazo.