As energias renováveis abasteceram 62% do consumo de energia elétrica em Portugal nos primeiros dez meses do ano, com as hidroelétricas e as eólicas em destaque. Cada uma destas energias foi responsável por 22% do abastecimento, enquanto as centrais solares, com um crescimento homólogo de 10%, foram responsáveis por 13% do fornecimento. As centrais a biomassa abasteceram 5%. A produção a gás natural representou 14% do consumo, enquanto o saldo importador, com os restantes 24%, registou, para este período a quota mais elevada de sempre no sistema nacional.
Em comparação com o ano anterior, e nos primeiros dez meses do ano, o consumo registou um aumento de 3% (2,5% com correção da temperatura e dias úteis), enquanto em outubro se registou uma pequena quebra (menos 0,2%), valor que não se altera com correção da temperatura e número de dias úteis. Em outubro, a produção hidroelétrica registou um índice de produtibilidade de 0,58 e a eólica atingiu 0,61 (média histórica de 1). Nas fotovoltaicas o regime foi mais favorável, com o índice de produtibilidade a registar 1,05. No conjunto, a produção renovável abasteceu 47% do consumo e a produção não renovável 13%. O saldo de trocas com o estrangeiro manteve a tendência importadora que se tem registado, representando os restantes 40% do consumo.
No mercado de gás natural, o consumo registou uma contração homóloga de 20,5%, com os segmentos de produção de energia elétrica e convencional a apresentarem reduções, respetivamente, de 27% e de 17%. Ao fim de dez meses, o consumo de gás natural registou uma quebra de 1,8%, enquanto no segmento convencional se registou uma redução de 2,8%.
O aprovisionamento do sistema nacional foi feito em outubro integralmente através do terminal de GNL de Sines, sendo que, através da interligação com Espanha, o sistema exportou o equivalente a 2/3 do consumo nacional. Até ao fim de outubro, o sistema nacional foi abastecido quase integralmente a partir do terminal de Sines, com o gás tendo como origem a Nigéria (54%), os EUA (39%) e a Rússia (7%). O saldo exportador através da interligação com Espanha foi, para este período, o mais elevado de sempre registado no sistema nacional.