Em 2025, o EBITDA do Grupo REN foi de 516,1M€ - um aumento de 10,0M€ em comparação com o ano anterior. O EBITDA doméstico atingiu os 490,5M€, mais 1,4% (+6,7M€) do que em 2024. Para esta evolução contribuiu uma maior atividade de desenvolvimento de infraestruturas com o objetivo de concretização da transição energética em curso.
O segmento internacional contribuiu com 25,6M€ para o EBITDA do Grupo, mais 3,3M€ (+14,6%) quando comparado com o ano anterior. Este valor reflete sobretudo o crescimento da Transemel, o reconhecimento de um EBITDA de 2,2M€ referentes a 8 meses de resultados da nova empresa Tensa e a redução nos proveitos reconhecidos com a participação de 42,5% detida pela REN na empresa chilena de transporte de Gas Natural Electrogas.
Em 2025, o resultado líquido aumentou 4,8% (+7,3M€) situando-se nos 159,8M€ e refletindo essencialmente o aumento do EBITDA do Grupo e o aumento do resultado financeiro em 16,8M€.
O CAPEX registou uma evolução positiva, situando-se nos 474,9M€ (+28,9% face ao ano anterior), reforçando o empenho da REN no cumprimento dos objetivos de transição energética do país e em consonância com o Plano Estratégico 2024-2027. As transferências para RAB totalizaram 327,0M€, registando um acréscimo de 30,9M€ (+10,4%).
A dívida líquida situou-se em 2.520M€, um ligeiro decréscimo de 0,4M€ face a 2024. O custo médio da dívida diminuiu, situando-se nos 2,5% (2,7% em 2024). Em fevereiro de 2026, a REN emitiu um empréstimo obrigacionista verde no montante de 300M€, com uma maturidade de 8 anos e uma taxa de juro de 3,473%. A emissão foi um sucesso, tendo a procura sido cinco vezes superior ao montante colocado.
Em 2024 e 2025, a REN superou as metas de EBITDA, resultado líquido, dívida líquida e CAPEX previamente comunicados no Capital Markets Day (CMD) de maio de 2024. Face às alterações significativas no enquadramento regulatório e fiscal, no ritmo de execução do investimento, e no crescimento da base de ativos.
Em 2025, o consumo de eletricidade abastecido a partir da rede pública registou uma subida de 3,2% relativamente ao ano anterior (53,1TWh). Este valor representa o consumo anual mais elevado alguma vez registado no sistema elétrico nacional, superando em 1,7% o anterior máximo histórico, alcançado em 2010 (52,2 TWh). O consumo de gás natural situou-se em 45,0 TWh, registando um crescimento de 11% face ao ano anterior, mas ainda 8% inferior ao valor registado em 2023 (49 TWh).
A produção de energia proveniente de fontes renováveis totalizou 37 TWh, o valor absoluto mais elevado de sempre no sistema elétrico nacional. Este valor correspondeu a 68% do consumo, em linha com os 70% verificados no ano anterior. A produção hidráulica representou 27%, a eólica 25%, a solar 11% e a biomassa 5%. Em 2025, o aprovisionamento do sistema nacional foi assegurado quase na totalidade pelo terminal de GNL de Sines, tendo as entradas via interligação com Espanha representado apenas cerca de 3% do consumo. O gás descarregado em Sines teve origem sobretudo na Nigéria e nos Estados Unidos.
Em 2025, a REN manteve o seu compromisso com a sustentabilidade, dando continuidade a uma abordagem integrada à descarbonização, alinhada com os princípios do Global Compact das Nações Unidas, o que se refletiu se numa evolução positiva do desempenho ESG, reconhecida por agências de rating especializadas e por referências internacionais como a revista TIME e o Financial Times. Ao longo do ano, continuámos a promover práticas responsáveis na cadeia de fornecimento, a fortalecer a ligação às comunidades locais e a consolidar políticas internas que favorecem o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, reconhecidas pela certificação como Entidade Familiarmente Responsável.
Em dezembro, a ERSE publicou a proposta final para as tarifas e preços para a energia elétrica em 2026 e de parâmetros para o período de regulação 2026 a 2029. O modelo regulatório da eletricidade para 2026‑2029 mantém o enquadramento TOTEX + Incentivos e inclui um aumento significativo da taxa base de retorno, que passa de 4,40% para 6,19%. Mantêm‑se o mecanismo de indexação às yields das obrigações do tesouro português (PGB) e o prémio de 0,75% aplicado a ativos históricos.
O Ano de 2025 ficou marcado pela ocorrência de um apagão em Espanha que provocou um apagão em Portugal. A recuperação do sistema português ocorreu de forma célere, e o nosso centro de operações conseguiu fazer a reposição de todo o sistema elétrico em menos de 12 horas, confirmando a preparação da empresa para a gestão deste tipo de ocorrência.
O Conselho de Administração da REN vai propor na Assembleia Geral de Acionistas, a realizar no dia 15 de abril, o pagamento de um dividendo anual de 0,160 euros por ação (pago em duas tranches), um crescimento de 2% face ao valor de 2024, consolidando o compromisso com a política de remuneração crescente.