03 novembro 2023

Renováveis abastecem 67% da eletricidade consumida em outubro

A produção renovável abasteceu 67% da energia elétrica consumida em Portugal durante o mês de outubro. A produção não renovável abasteceu 17%, enquanto os restantes 16% corresponderam a energia importada.

Neste mês, o consumo de energia elétrica registou uma evolução positiva, com uma subida de 3,1% (mais 2,1% com correção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis).

Em outubro, as condições foram muito favoráveis para a produção hidroelétrica e para a eólica. Na hidroelétrica, com um índice de produtibilidade de 1,75 (média histórica de 1), registou-se o terceiro valor mais elevado dos registos da REN para outubro (desde 1971), enquanto na eólica o valor estabilizou nos 1,22. Ainda no setor eólico, registaram-se este mês novos máximos históricos, na potência entregue à rede (4843 MW) e na produção diária (108,0 GWh).

Na fotovoltaica, pelo contrário, o índice de produtibilidade ficou-se pelos 0,84. No período de janeiro a outubro o índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 0,86, o de produtibilidade eólica em 1,00 e o de produtibilidade solar em 1,02.

No mesmo período, a produção renovável abasteceu 56% do consumo, repartida pela eólica com 24%, hidroelétrica com 18%, fotovoltaica com 8% e biomassa com 6%. A produção a gás natural abasteceu 21% do consumo, enquanto os restantes 23% corresponderam a energia importada.

Nos primeiros dez meses, o consumo está praticamente em linha com o registado no mesmo período do ano anterior, com uma descida de 0,1% (menos 0,2% com correção da temperatura e dias úteis).

No mercado de gás natural, mantém-se a tendência de redução do consumo, com uma variação homóloga global de menos 27% em outubro. No segmento do mercado elétrico, condicionado pela elevada disponibilidade de energia renovável, registou-se uma variação homóloga de menos 50%, enquanto no segmento convencional, que compreende os restantes clientes, se voltou também a registar uma variação homóloga negativa, com uma descida de 6%.

De janeiro a outubro, o consumo de gás natural registou uma descida homóloga de 20%, com menos 39% no segmento de produção de energia elétrica e de menos 4,3% no segmento convencional. Este consumo global de gás é o mais baixo desde 2006.



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