CelZa e Eixo Nacional de Transporte de Hidrogénio

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CelZa e Eixo Nacional de Transporte de Hidrogénio

CelZa

O projeto CelZa constitui uma das componentes nucleares do H2med. Esta é a futura interligação terrestre entre Portugal e Espanha, através de um gasoduto com cerca de 270 km, integralmente dedicado ao transporte de hidrogénio verde.

Liga Celorico da Beira (Portugal) a Zamora (Espanha) e tem aproximadamente 185 km em território português e cerca de 86 km em território espanhol.

Esta infraestrutura estabelecerá a ligação física entre os futuros backbones nacionais de hidrogénio dos dois países, criando uma ponte energética essencial para o escoamento do hidrogénio produzido na Península Ibérica para o restante mercado europeu.

Ao viabilizar a exportação em larga escala de hidrogénio proveniente de fontes renováveis, nomeadamente solar e eólica, o CelZa reforçará o posicionamento de Portugal como produtor competitivo de energia limpa e como polo estratégico no sistema energético europeu de baixo carbono.

Principais números do CelZa

Comprimento: 270 km

Capacidade de transmissão: 0,75 Mt/ano (MTPA) de hidrogénio verde

Orçamento estimado: cerca de 350 milhões de euros

Entrada prevista em operação comercial (COD): 2032


O projeto integra a cooperação entre os Operadores das Redes de Transporte (ORT) dos dois países, nomeadamente a REN em Portugal e a Enagás em Espanha, garantindo uma gestão integrada e eficiente do corredor transfronteiriço.


Eixo Nacional de Transporte de Hidrogénio

Complementar ao CelZa, o desenvolvimento de uma rede nacional de transporte de hidrogénio em Portugal, designada Eixo Nacional de Transporte de Hidrogénio, constitui a espinha dorsal da futura infraestrutura de hidrogénio no território nacional.

Este backbone permitirá interligar os principais polos de produção de hidrogénio verde aos centros de consumo industrial, às áreas urbanas e aos pontos de exportação. Vai estabelecer as bases para um mercado interno sólido e plenamente interligado com o corredor europeu H2med.

O projeto contempla a adaptação das infraestruturas de transporte de gás natural e a construção de novos troços especificamente concebidos para o transporte de hidrogénio. Assegura a complementaridade com o CelZa e a sua integração no futuro sistema europeu de transporte de hidrogénio, o European Hydrogen Backbone.

O projeto irá para já estudar uma possível reconversão para transporte de 100% de hidrogénio do eixo de gasodutos existentes de Cantanhede – Celorico da Beira – Monforte, e a construção de uma nova infraestrutura linear entre a Figueira da Foz e Cantanhede, reforçando a ligação a potenciais zonas de produção e exportação no litoral centro.

Principais números do Eixo Nacional de Transporte de Hidrogénio

Comprimento total: 405 km

  • 65 km do novo gasoduto dedicado a hidrogénio
  • 340 km de gasoduto de percurso coincidente com as atuais infraestruturas de gás natural

Capacidade de transmissão: 0,75 Mt/ano (MTPA) de hidrogénio verde

Orçamento estimado: 203 milhões de euros

Entrada prevista em operação comercial (COD): 2032


H2med

O H2med é um projeto europeu de transporte de hidrogénio verde que visa ligar Portugal e a Península Ibérica aos principais mercados energéticos da Europa.

Desenvolvido por Portugal, Espanha, França e Alemanha, com o apoio da Comissão Europeia, este corredor energético assume um papel relevante na transição para uma economia de baixo carbono e menos dependente de combustíveis fósseis.

Lançado em 2022 e desenvolvido de forma coordenada pelos operadores de rede deste corredor, o projeto assenta em dois eixos principais: a ligação terrestre CelZa (Celorico da Beira–Zamora) e o troço submarino BarMar (Barcelona–Marselha), complementados por redes nacionais de hidrogénio (backbones).

O projeto permitirá transportar hidrogénio renovável produzido na Península Ibérica para regiões europeias com elevada procura industrial. Vai contribuir para a descarbonização da economia, o reforço da segurança de abastecimento energético e o aumento da competitividade da indústria europeia.

Com entrada em operação prevista para o início da próxima década, constitui uma das principais infraestruturas para o desenvolvimento do mercado europeu de hidrogénio limpo.

O H2med foi reconhecido pela União Europeia como projeto estratégico, integrando a lista de Projetos de Interesse Comum ao abrigo do regulamento TEN-E, o que permite o acesso a financiamento europeu para estudos e desenvolvimento das infraestruturas.

O H2med contribui para a integração do mercado energético europeu e para a redução do isolamento energético da Península Ibérica. Posiciona simultaneamente Portugal como um potencial polo de produção e exportação de hidrogénio renovável.

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