02 outubro 2026

Portugal bate recorde de consumo de energia elétrica nos primeiros nove meses

Entre janeiro e setembro, o consumo de energia elétrica atingiu os 40,5 TWh, o valor mais elevado de sempre registado no sistema nacional para este período, ultrapassando o anterior máximo registado em 2025 em 3,4% (2,9% com correção da temperatura e dias úteis). Já em setembro, o consumo de energia elétrica registou um crescimento homólogo de 6,8% (3,3% corrigindo os efeitos de temperatura e dias úteis), impulsionado pelas temperaturas elevadas que se fizeram sentir.

Nos primeiros nove meses do ano a produção renovável abasteceu 64% do consumo, repartida pela hidroelétrica com 24%, a eólica com 23%, a fotovoltaica com 13% e a biomassa com 5%. A produção a gás natural abasteceu 14% do consumo, com os restantes 22% a corresponderem a energia importada, tratando-se do saldo importador mais elevado de sempre para este período. Neste período, o índice de produtibilidade hidroelétrica registou 1,21, o de produtibilidade eólica 0,97 e o de produtibilidade solar 0,82 (médias históricas de 1).
Em setembro, a produção renovável abasteceu 52% do consumo nacional, a produção não renovável 13%, enquanto os restantes 35% corresponderam a energia importada. O índice de produtibilidade solar registou 0,96, o eólico 0,88 e o hídrico 1,39 (médias históricas de 1).

No mercado de gás natural, verificou-se em setembro uma quebra de 12%, com quedas de 15% no segmento de produção de energia elétrica e de 10% no segmento convencional. No cômputo dos primeiros nove meses do ano, o consumo de gás natural totalizou 33,2 TWh com uma variação homóloga anual marginalmente positiva de 0,5%, resultado de variações de mais 4,5% no mercado elétrico e de menos 1,2% no mercado convencional.

Em setembro o abastecimento nacional foi efetuado integralmente a partir do terminal de GNL de Sines, enquanto a interligação com Espanha registou um saldo exportador, equivalente a 62% do consumo nacional.

Nos primeiros 9 meses do ano o sistema nacional tem sido abastecido quase integralmente a partir do terminal de Sines com origem predominante na Nigéria (58%) seguindo-se os EUA (34%) e a Rússia (8%). O saldo exportador através da interligação com Espanha foi, para este período, o mais elevado de sempre no sistema nacional.



0:00
/
0:00