01 setembro 2026

Produção de energia solar atinge novos máximos

A produção de energia solar atingiu, em agosto, um novo máximo de potência, com cerca de 3850 MW, acompanhando o crescimento da capacidade instalada. Este marco foi alcançado num mês em que o consumo de energia elétrica em Portugal manteve a tendência de crescimento, com um aumento de 1,2% face ao mesmo mês do ano anterior, ou de 2,2% com correção dos efeitos da temperatura e do número de dias úteis. No período de janeiro a agosto, o consumo registou uma evolução positiva de 3,1% face ao período homólogo, ou de 3% considerando os mesmos efeitos.

Durante o mês de agosto, as condições meteorológicas foram menos favoráveis para a produção eólica e fotovoltaica, com índices de produtibilidade de 0,87 e 0,82, respetivamente (média histórica igual a 1). Na produção hidráulica, as afluências foram superiores aos valores médios, embora com pouca expressão por se tratar de um mês de verão.

No conjunto, a produção renovável abasteceu 52% do consumo nacional de eletricidade, a produção não renovável representou 12%, enquanto os restantes 36% corresponderam a energia importada. A importação de energia elétrica atingiu um novo máximo, com valores acima dos 5200 MW, após o recente reforço da interligação com Espanha. Já a produção solar, apesar das condições menos favoráveis, beneficiou do aumento da capacidade instalada.

Nos primeiros oito meses do ano, a produção renovável abasteceu 66% do consumo, repartida pela hidroelétrica (25%), eólica (23%), fotovoltaica (13%) e biomassa (5%). A produção a gás natural representou 14% do consumo, enquanto os restantes 20% corresponderam ao saldo importador. Neste período, o índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 1,20, já o eólico ficou em 0,98 e o solar em 0,82.

No mercado de gás natural, o consumo recuou 11,9% em agosto, face ao homólogo, penalizado pela queda de 28% no segmento de produção de energia elétrica. No segmento convencional, que abrange os restantes clientes, o consumo diminuiu 2,0%.

O abastecimento nacional de gás natural foi efetuado integralmente a partir do terminal de GNL de Sines, enquanto a interligação com Espanha registou um saldo exportador equivalente a cerca de um terço do consumo nacional.

Entre janeiro e agosto, o consumo de gás natural aumentou 2,2% face ao mesmo período do ano anterior. O segmento de produção de energia elétrica cresceu 7,4%, enquanto o segmento convencional se manteve em linha com o período homólogo.

A Nigéria e os Estados Unidos foram as principais origens do gás consumido em Portugal nos primeiros oito meses do ano, representando, respetivamente, 57% e 31% do total. A Rússia representou 6%, enquanto os restantes 6% tiveram origem na interligação com Espanha.



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