Nos primeiros seis meses de 2026, o EBITDA atingiu 284,2 M€, um aumento de 27,6 M€ face ao período homólogo de 2025 (+10,8%). Esta evolução refletiu o desempenho positivo da atividade doméstica, cujo EBITDA cresceu 22,5 M€, para 266,9 M€, e do segmento internacional, que registou um aumento de 5,1 M€, para 17,3 M€.
O resultado líquido ascendeu a 93,4 M€, representando um crescimento de 27,7 M€ (+42,1%), face ao primeiro semestre de 2025. Esta melhoria refletiu o crescimento do EBITDA, a redução de 14,6 M€ resultante da eliminação da CESE no setor do gás e do reconhecimento de um ganho de 4,1 M€ decorrente de decisões favoráveis do Tribunal Constitucional, bem como a melhoria de 2,8 M€ nos resultados financeiros. Em sentido contrário, no período registou-se um aumento de 13,2 M€ do IRC.
O CAPEX atingiu 184,6 M€, um crescimento de 23,1%, ou 34,6 M€, face ao período homólogo. No setor da eletricidade, o investimento ascendeu a 149,6 M€, destacando-se os projetos da nova interligação Minho–Galiza, do reforço da rede de 400 kV entre Lavos e a zona da Feira/Arouca e da ligação a 400 kV Fundão–Zona do Pocinho.
Os custos operacionais do negócio doméstico foram de 108,7 M€, um incremento de 6,4% face ao período homólogo, refletindo a evolução dos custos com pessoal, que aumentaram 5,4%, e dos custos externos, que cresceram 6,9%. O OPEX core do negócio doméstico aumentou 5,2 M€.
A dívida líquida situou-se em 2.382,8 M€, uma redução de 16,7 M€ face ao primeiro semestre de 2025. O custo médio da dívida situou-se nos 2,5%, comparativamente a 2,7% no período homólogo.
O segundo trimestre de 2026 ficou igualmente marcado pelo crescimento da atividade nas diferentes áreas operacionais, em resposta às necessidades de desenvolvimento do país e ao elevado número de iniciativas industriais e energéticas em curso, nomeadamente data centers, unidades industriais e projetos de produção eólica e fotovoltaica.
Esta dinâmica traduziu-se numa aceleração da execução dos investimentos e no reforço das equipas dedicadas ao planeamento, licenciamento e construção, com a consequente criação de emprego qualificado.
Ao longo dos próximos anos, a REN continuará a reforçar e modernizar a rede de muito alta tensão, através do desenvolvimento de novas linhas e subestações e do aumento da capacidade de diversas infraestruturas de transporte e transformação.
Nos primeiros seis meses de 2026, o consumo de eletricidade atingiu 27,2 TWh, o valor mais elevado de sempre registado no sistema nacional num primeiro semestre, superando em cerca de 0,9 TWh o anterior máximo, verificado em 2025. Este valor representa um crescimento homólogo de 3,5%, ou de 3,3% com correção dos efeitos da temperatura e do número de dias úteis. Durante este período, a produção renovável assegurou 70,4% do consumo, repartida entre a produção hidroelétrica, com 29%, a eólica, com 26%, a fotovoltaica, com 11%, e a biomassa, com 5%. A produção a gás natural assegurou 14% do consumo, enquanto os restantes 15% corresponderam ao saldo importador.
Resultado da aposta no desenvolvimento de energias renováveis e da competitividade dos agentes de produção nacionais, durante os primeiros seis meses de 2026, o preço médio do mercado grossista elétrico em Portugal foi de 48,8€/MWh, cerca de 2% inferior ao verificado em Espanha e 26% menor face ao preço grossista em França.
No mercado de gás natural, o consumo acumulado aumentou 6,1% face ao período homólogo, refletindo o crescimento de 21% no segmento de produção de energia elétrica e a subida de 0,3% no segmento convencional.
Em maio, a Moody’s reviu em alta o rating de longo prazo da REN, de Baa2 para Baa1, com perspetiva estável. Mais recentemente, em julho, a Fitch Ratings elevou o Issuer Default Rating da REN de BBB para BBB+ e o rating da Dívida Sénior Não Garantida de BBB+ para A-, mantendo uma perspetiva estável. Na sequência destas revisões, a REN apresenta atualmente ratings de longo prazo de BBB+ pela S&P, Baa1 pela Moody’s e BBB+ pela Fitch, todos com perspetiva estável.
Em matéria de sustentabilidade, o desempenho da REN foi reconhecido internacionalmente com a inclusão nos rankings Europe’s Climate Leaders 2026, do Financial Times, no qual a empresa subiu 108 posições, e World’s Most Sustainable Companies 2026, da TIME e da Statista. O período ficou ainda marcado por iniciativas que reforçam a descarbonização, a proteção do capital natural e a sustentabilidade da cadeia de valor. Estes resultados refletem o compromisso contínuo da REN com a transição energética, a criação de valor sustentável e a integração dos princípios ESG na sua atividade.